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Wednesday, January 16, 2013

Os milagres do futebol

Para quem não sabe, sou uma mestranda em História Social que estuda futebol, mais especificamente a seleção brasileira de 1970 e 1994. Devo, teoricamente, entregar minha dissertação até o dia 22 de fevereiro, por isso estou num processo maluco para conseguir finalmente terminá-la. Isso significa ler, ler, ler e ler mais um pouco. No meio das minhas leituras, encontrei um texto do Roberto DaMatta, MUITO bom, que fala sobre os milagres do futebol. Resolvi compartilhar aqui no blog, a minha versão do texto, o que provavelmente irá aparecer na minha dissertação. 

De acordo com Roberto DaMatta, muitas vezes o futebol é considerado um divertimento cuja função seria a de desviar a sociedade de suas tarefas mais nobres e urgentes. A elite e ao menos um brazilianist, já decretaram que o futebol é o ópio do povo brasileiro, espécie de suor azedo de um sistema social sem salvação.
Porém o autor afirma que nesse esporte, também existe “arte, dignidade, genialidade, sorte e azar, deuses e demônios, liberdade e predestinação, bandeiras, hinos e lágrimas”[1], e acima de tudo que, embora o Brasil seja ruim em “um montão de coisas”, é muito bom de bola. Somos campeões de futebol e isso já é o suficiente, afinal é melhor ser campeão de samba, carnaval e futebol, do que de guerras e vendas de foguetes. DaMatta afirma que, se o discurso “sério” diz que sofremos de analfabetismo, má distribuição de renda e inflação, o futebol anuncia um contraste. É por ser um “prazer vazio” que o futebol permite o resgate da sociedade.
Mario Vargas Llosa afirma que um livro e uma peça de teatro transcenderiam essa emoção instantânea promovida pelo futebol e DaMatta vai contra essa concepção, porque entende que nada seria mais preenchido que uma atividade humana vazia. Todas as atividades humanas, inclusive o futebol, não teria uma essência que seria cheia ou vazia de consequências, mas dependeria da relação que estabelece com seus receptores num dado momento e numa dada sociedade.
Dessa forma, o primeiro milagre do futebol é ser o que queremos que ele seja. No Brasil e em todos os países subdesenvolvidos, o futebol é um registro vivo das potencialidades da sociedade. O futebol, para DaMatta, é também uma área onde se pode ter a experiência da igualdade e do respeito às leis, o que não existe no mundo real. Ele se coloca contra a ideia de futebol como “ópio do povo”
Porque se continuamos a insistir que futebol é um instrumento de mistificação das massas ignaras que deveriam estar indo ao teatro, lendo romances ou discutindo política, estaremos apenas repetindo uma fórmula elitista e deixando de lado a possibilidade de estudar as implicações do futebol na sociedade brasileira[2].
Por isso que, se decidimos descobrir o que faz o futebol importante, tudo pode mudar. Se, tradicionalmente livros, teatro e aulas foram os instrumentos básicos de reflexão crítica, nada impede que a eles se junte o esporte bretão, que não tem nenhuma virtude em si mesmo, como qualquer atividade humana, mas tem o potencial de ser um espelho nobre ou mesquinho do sistema social. Para DaMatta, se podemos falar do futebol como ópio, “temos que dele falar como um instrumento de resgate da cidadania e de uma confiança em nós mesmos que nenhuma outra instituição chegou a dar ao país na mesma proporção”[3]. Em nosso país, nem a Igreja, nem o Estado, nem as ciências sociais, nem a literatura, nem a Universidade, nem o sistema financeiro, nem a burguesia promoveram a confiança requerida na construção de uma identidade nacional positiva e realmente aberta. Assim, foi o futebol que permitiu uma visão mais positiva e generosa de nós mesmos, num plano realmente nacional e popular.
O segundo milagre do futebol seria então, esse resgate de nossa própria alma por meio de uma atividade que nos traz confiança e permite que entremos no saboroso universo da vitória. E isso é extremamente importante para o povo brasileiro que sofre diariamente, estando muitas vezes sem esperanças de melhora. Tem sido através dessa experiência futebolística que conseguimos tirar a pesada capa de uma confusão trágica que sempre teve muita força entre nós: a de pensar que criticar é também destruir e liquidar com qualquer assunto.
No Brasil, o poder é marcado pela linguagem jurídica pomposa e ininteligível para a massa, os símbolos nacionais são propriedade exclusiva do Estado e não são livremente transferidos para o povo, tudo está separado e dividido entre a casa, onde se tem direitos, e a rua, onde só se tem deveres. Assim, o futebol permitiria juntar tudo isso, demonstrando que é realmente possível rimar de verdade cidadania com alegria.
De acordo com o autor, o milagre promovido pelo futebol é algo que tem uma relação profunda com três fatores básicos. O primeiro, é que há uma interação fundamental entre jogo, jogadores e espectadores, que chamamos de torcida. Dessa forma, o público sabe ser atento e sabe que, no universo do futebol, a sua participação pode ser decisiva para o desenrolar de uma partida.
Há assim uma profunda integração entre os jogadores, o público e também as regras universais que fazem com que o futebol promova espetáculos importantes de justiça social. Pois, “se a União Soviética tem poderio militar, nós temos o Éder; e se a Inglaterra tem o porta-aviões Hércules, nós temos o Zico”[4]. Nenhum dos dois países pode mudar as regras do jogo utilizando seu poderio político-militar. Então, quando uma atividade realiza esse milagre, podemos viver concretamente a democracia no seu sentido mais profundo.
Essa possibilidade de viver num mundo civilizadamente governado por regras que todos respeitam (se não respeitam são devidamente punidos) e que são soberanas é a grande experiência do futebol. DaMatta afirma que
o futebol me mostra que a derrota e a vitória são estados passageiros e não fatos substantivos. Posso também perceber nesta troca de símbolos um gesto básico de conforto pela igualdade de todos perante suas camisas e regras do jogo[5].
 Espero que tenham gostado!
Saudações verde-amarelas ;*

[1] DAMATTA, Roberto. Explorações: ensaios de sociologia interpretativa. 2 ed. – Rio de Janeiro: Rocco, 2011. P. 88.
[2] DAMATTA, 2011. P. 89.
[3] DAMATTA, 2011. P. 90.
[4] DAMATTA, 2004. P. 91.
[5] DAMATTA, 2004. P. 93. 



Friday, August 26, 2011

Saudades do blog!

Blog querido do meu coração!

Fiquei com saudades de você! huuahauhauh
Gente, não desisti do blog... Mas é que ta difícil arranjar tempo pra escrever... Desde minha última postagem já terminei minha monografia de especialização, fiz um capítulo da minha dissertação do mestrado, comecei a dar aula de inglês... Enfim, milhares de coisas.
Meus estudos sobre futebol continuam. Fui para São Paulo em Julho e comprei váriosss livros sobre esse tema. Participei de um encontro sobre futebol la e percebi muitas coisas. A primeira foi confirmar que todo brasileiro tem um técnico de futebol dentro de si! huaauhauh Quando uma apresentação é sobre futebol, todo mundo tem alguma coisa para falar! Incrível! São poucos os temas que causam reações apaixonadas como esse! hauhauha
E outra coisa que eu gostei muito foi sobre um trabalho de doutorado, que eu não vou lembrar de quem é, que pesquisava a presença de diretores negros nos times de futebol. E advinha que times o cara foi pesquisar? Do Rio Grande do Sul, o Grêmio e algum outro que eu não lembro agora (sim, minha memória ta ótima! é o cansaço! huauahau). A conclusão óbvia que ele chegou é que não tem diretores negros nesses times. Um dos diretores chegou a dizer que eles não são preconceituosos, que eles tem jogadores negros, eles até andam pelo clube livremente.
Hoje eu estou influenciada pela aula que tive no mestrado, falava sobre movimentos sociais na escravidão brasileira huahuahuah
Mas enfim, vou tentar vir aqui mais vezes!
Saudações Corinthianas! ;*

Friday, March 25, 2011

Adriano no Corinthians

Depois de muita especulação, parece que o Adriano vai vir sim para o Corínthians... Ontem assistindo ao Globo Esporte, o Abel Neto afirmou que o Adriano já concordou com a vinda dele pro timão e que os dirigentes ainda não saíram anunciando aos quatro ventos porque só querem dizer algo quando o contrato estiver assinado. Afinal, o Corínthians não se deu muito bem nas suas últimas negociações, então é melhor ter certeza né?! Inclusive o Tite, técnico no Corínthians, está sendo bem cauteloso para falar sobre a contratação do Adriano... Na quinta-feira, ou seja, ontem, o treinador disse ao iG que, "com um contrato bem alinhavado, que deixe claras obrigações e eventuais punições por mau comportamento, o atacante será muito bem-vindo".

"Tenho minha opinião formada. Coloquei isso para a diretoria de uma forma bem clara. Aliás, não agora. Coloquei isso lá no fim do ano, quando teve a primeira possibilidade do Adriano. Eu vou ser mais direto nesta
resposta. Eu o quero com algumas condições. Primeiro, ele tem que se comprometer, ele tem que abraçar um compromisso, uma causa de se recuperar. Se o Adriano tiver esse comprometimento, tudo estipulado em contrato... tudo bem", disse Tite ao iG, após os treinos da quinta-feira no CT do Parque Ecológico.
André Sanchez está no Rio para fechar um contrato de risco com Adriano até o final de 2012. No contrato há uma cláusula que dá ao Corinthians o direito de rescindir o vínculo com o atleta no final deste ano, de forma unilateral, sem pagamento de qualquer multa, em caso de mau comportamento por parte do "Imperador". Há ainda uma série de determinações em relação à presença nos treinos e a outras ativiudades da equipe. Tite deixou claro que, se o jogador cumprir tais exigências, será bem recebido.

E o que eu, pessoalmente, acho de tudo isso? Acho péssimo! Tá mais do que comprovado que o Adriano só causa problemas, pra que contratar ele?? O Corínthians está bem assim do que jeito que ta! Não temos nenhum super craque de renome como nos últimos anos, e como está na moda ultimamente, mas estamos b
em com o Liédson. Acho que o Adriano não vai ajudar em nada... E tem outro aspecto também: o Adriano não vai aguentar jogar no Corínthians! Se a Fiel pressionava o Ronaldo, que é o melhor jogador dos últimos tempos, imagina o Adriano que não chega aos pés dele! Sério gente, até o final do ano ele dá uma daquelas sumidas dele pras favelas do Rio e da uma declaração que não quer jogar mais, por não aguentar o quanto ele vai ser cobrado no Corínthians. Tem que ter cabeça boa pra jogar no meu time, e ele infelizmente não tem. Vamos torcer para que as cláusulas existentes no contrato para tentar controlá-lo nos ajude de alguma forma!
Muito boa essa charge! huaauhau

Saudações Corinthianas! ;*

Fonte: http://esporte.ig.com.br/futebol/se+estiver+comprometido+tudo+bem+diz+tite+sobre+adriano/n1238190211615.html

Thursday, March 3, 2011

Rivalidades entre Brasil e Argentina - Parte II

1914: O primeiro jogo oficial

Continuando com os posts sobre a história da rivalidade entre Brasil e Argentina, vou falar sobre o primeiro jogo oficial entre as duas seleções.
Pode parecer estranho, e é mesmo, mas no início os jogos eram disputados no maior clima de cordialidade. Quando a Copa Roca surgiu em 1913, as seleções levavam a sério o objetivo de seu criador, o tenente-geral Julio Roca, que seria de que a competição servisse "para estímulo da juventude que em nossos países cultiva esse nobilíssimo esporte".
No ano seguinte, em 1914, os brasileiros foram recebidos com flores em Buenos Aires. No dia 20 de setembro, disputaram um amistoso na capital, que terminou com uma vitória platina tranquila por 3 a zero.
No dia 27 foi realizado o primeiro jogo oficial entre Brasil e Argentina no Gymnasia y Esgrima de La Plata, disputa da Copa Roca. O primeiro gol foi de Rubens Salles, jogador brasileiro. No segundo tempo, o argentino Leonardi dominou a bola com a mão e marcou o gol de empate. O árbitro BRASILEIRO Alberto Borgerth (que fora dos campos era cirurgião) validou o lance.
Nenhum argentino comemorou o gol. O capitão argentino Gallup Lanus, a frente de outros jogadores comunicou ao dr. Borgeth que, como lance fora irregular, seu time não aceitaria a marcação. O jogo terminou com o Brasil vencedor e sendo invadido por milhares de jogadores que carregaram nos ombros o goal-keeper (naquela época utilizava-se muitos termos em inglês no futebol) brasileiro Marcos Mendonça.
Vocês, assim como eu, perceberam uma discrepância existente entre aquela época com a atualidade? Quer dizer, atualidade não, com alguns anos atrás, mas especificamente com a final da Copa de 1986. Parece que fazer gol com a mão faz parte da tradição, do sangue argentino, mas pelo menos eles eram honestos né?! Imagina que o Maradona ia fazer o mesmo que o Lanus fez... huauahauha

Bom, esse primeiro episódio foi tranquilo, mas preparem-se que a coisa vai ficar feia, sangrenta até! hauahuah
E essa história de rivalidade entre Brasil e Argentina e gol que não valeu me lembrou de uma reportagem que a Central da Copa fez na Copa do ano passado afirmando que TODOS os gols da Argentina foram irregulares, é muuuiiitoooooooooo bom! E depois ainda tem a contaminação que os brasileiros estavam passando, pois estavam torcendo pra Argentina huauahauh


E como previu Caio Ribeiro, o Argentina perdeu... Mas eu nem consegui zuar muito os meus amigos argentinos, fiquei com peninha... Mentira, eu só não zuei pessoalmente porque pelas costas... huuahuahuahauhaua
Saudações brasileiríssimas! ;*

Wednesday, March 2, 2011

Rivalidades entre Brasil e Argentina - Parte I

Se tem um tema que interessa a todas as pessoas que se gostam pelo menos um pouquinho de futebol é com certeza a rivalidade existente entre Brasil e Argentina. Até quem nunca assiste futebol pára na frente da tv para ver um jogo entre as dua
s seleções, mesmo se for só amistoso. Então, seria um ótimo tema para um post não é?! Não só um, mas vários. Pesquisei as raízes do motivo pelo qual
quando nós jogamos contra nuestros hermanos pega tanto fogo e encontrei algumas histórias interessantes que mostram que a rivalidade existente hoje não é NADA perto do que acontecia no início do futebol...
A rivalidade existente entre esses dois países tem raízes históricas, afinal somos os maiores e mais importantes países da América do Sul. A Argentina sempre temeu que o Brasil resolvesse tentar tomar seu território e já nos envolvemos em guerras por motivos políticos e pelo controle do rio do Prata. Enquanto as relações diplomáticas melhoraram, também as relações futebolísticas, mas não na mesma velocidade e também não
totalmente, pois se isso acontecesse, não teria mais graça nenhuma assistir aos jogos das seleções e muita gente perderia muito dinheiro.
No futebol, esse é o único campo em que o Brasil e Argentina são protagonistas e líderes internacionais (sim, é triste mas é verdade....). Das dezoito Copas realizadas, os dois países ganharam sete. E poderiam ser nove, se a Segunda Guerra Mundial não tivesse impedido a realização das Copas de 42 e 46, em que a Argentina de Di Stéfano era a favorita. Aí a rivalidade faz sentido, seja na hora de prever quem será o próximo ca
mpeão mundial, seja na escolha do melhor jogador de todos os tempos - que os argentinos são orgulhosos demais para dizer, mas sabem que na verdade é o Pelé.
Por hoje só teremos alguns dados, amanhã eu posto as historinhas. Em 114 partidas com a camisa do Brasil, por exemplo, Pelé só sofreu 12 derrotas - e quatro delas foram contra a Argentina. O jogador Jair Rosa Pinto, que atuou na década de 40 e 50, ganhou dela uma partida (por 3 a 2) e perdeu cinco (uma por 5 a 1 e outra por 6 a 1).
Enquanto eles levantaram 14 campeonatos sul-americanos, nós apenas 8, sendo que os quatro primeiros foram em casa.
É claro que quando o assunto é Copa do Mundo, a vantagem é total nossa, tanto no número de conquistas quanto no confronto direto. Nós ganhamos 5 Copas e eles somente 2 (1978 e 1986). Nelas, os eternos rivais já se cruzaram quatro vezes, com duas vitórias do Brasil, um empate e uma derrota.
A superioridade brasileira se mostra também com as conquistas de uma das personalidades mais importantes do futebol brasileiro: Zagallo. Até o confronto de 19 de abril de 1998, ele jamais havia perdido para a Argentina. Essa derrota (1 x 0) acabou com a invencibilidade de Zagallo contra países sul-americanos.
Mas a mais irrefutável demonstração de superioridade brasileira em tempos recentes encontra-se no fato que, desde 1998, quando a Argentina conquistou seu último título, o da Copa América, o Brasil já conquistou oito títulos importantes: as Copas do Mundo de 1994 e 2002, as Copas América de 1997, 1999, 2004 e 2007, e as Copas das Confederações de 1997, 2005 e 2009. Nessas conquistas, incluem-se três vitórias sobre a Argentina na final, sendo duas delas por goleada.
Sim, a disputa é acirrada, mas o Brasil é melhor. Logo mais eu escrevo as tais histórias sobre o início de toda rivalidade.


Então, é mentira que não tem Argentino por aqui, eu conheço vááriossss huauhauha
Saudações Corinthianas! ;*

Wednesday, February 23, 2011

Não sei jogar futebol =(

Estou aqui hoje para compartilhar uma frustração minha com vocês... Assim como o Nelson Rodrigues, eu não sei jogar futebol. Então, para compensar, eu comento sobre futebol, mas não é o suficiente, é bem triste até...
Ao contrário do Nelson Rodrigues, que sempre jogou, mas nunca teve o jeito, eu nunca tive a oportunidade de sequer verificar se eu tinha o dom ou não. Afinal, meninas nunca são muito estimuladas a jogar né?!
Enquanto os meninos tem escolinha de futebol, jogam sempre e todo lugar, mas meninas sempre vão pra aula de balé ou brincar de qualquer outra coisa. Claro que sempre tem uma ou outra que se interessam bastante e vão atrás, mas é bem raro. E eu fiquei pensando... Por que não se coloca as meninas pra jogarem futebol nas aulas de educação física?! Não sei com vocês, mas quando eu estudava, as meninas eram separadas dos meninos e iam jogar vôlei. Eu gosto de vôlei, mas sempre tive o interesse de aprender futebol. Mas como eu sou menina, sempre tive vergonha de me enfiar no meio dos meninos, pois se eu fizesse isso, poderiam rir de mim...
Então, eu quero culpar essa sociedade machista por não ter desenvolvido uma possível habilidade futebolística. Sim, com um olh
ar atento para aquela menina que ficava ao lado da quadra observando cada detalhe do jogo dos meninos, eu poderia ter sido treinada para ser uma grande jogadora. Porque agora, com 22 anos acho que é um pouco tarde né?! Já tenho intrínseco a mim o medo da bola e a incapacidade de chutar reto. É tarde demais pra corrigir isso.
Pois é sociedade, vocês podem chorar muiitooo. Bem feito professor de educação física (by the way, vi ele no meu antigo colégio hoje!) que não me deixou jogar futebol. Você, querido professor, pode ter perdido a próxima Martha e pior, e vai ter que ficar ouvindo meus comentários ridículos sobre futebol e quanto eu gosto do Corínthians e do Ronaldo. Não sei qual que é pior! huauahuahauha
Tudo culpa dessa sociedade machista e do meu professor. Não tem nada haver com a minha falta
de coordenação motora! Isso é frustrante sabiam!? Gostar tanto e poder só ficar observando! =( hauauhauahuaha

Era isso o que eu fazia gente, crochê! Crochê! Olha a minha cara de quem não tava gostando nada e queria ir jogar bola! huauahuahuahuahaua
Sim, eu sou MUITO criativa! hauuahauhaua
Saudações Corinthianas! ;*

Friday, February 18, 2011

O que é ser corinthiano?



Peço licença ao amigos que torcem para outros times, mas como o título desse blog mesmo diz, eu preciso falar um pouco do meu time né... E hoje o tema é: O que os Corínthianos têm que faz com que sejam amados ou odiados?!
Por que nós somos considerados únicos, uma torcida inigualavel a qualquer outra no mundo?!
Eu estava refletindo aqui e cheguei a algumas conclusões não muito conclusivas, mas enfim...
Ser Corinthiano tem algo haver com ver a beleza além das aparências. Afinal, quem torceria pra um time com 100 anos de história e nenhuma libertadores?! Um time sem estádio, que não ganhou nenhum título importante no ano em que estava se cantando que ganharia tudo?!
Os Corinthianos. Só eles e ninguém mais. Porquê?! Por que, mesmo não tendo tudo isso, vemos a beleza e a grandeza de nosso time. Entendemos que não ter libertadores não faz com que o time seja menos. Se o Ronaldo que é considerado o Fenômeno não tem libertadores, nós também não precisamos ter.
Enquanto torcedores de outros times precisam de títulos para se empolgar com seus times, nós não. Nós nos apaixonamos pelo time, pela vibração da torcida, pela tradição, pela emoção, por tudo aquilo que não pode ser quantificado mas pode ser sentido. Isso é torcer de verdade.
Pode parecer papo de perdedor, até poderia ser, se não tivéssemos as nossas vitórias. Vitórias que empolgam mais do que qualquer outra torcida de qualquer outro time. Por exemplo, no final de 2009 eu lembro que a av. Higienópolis aqui de Londrina (a mais importante da cidade) ficou lotada de flamengistas, mal dava pra passar de carro. Vocês, pessoas que moram aqui também, imaginem se tivesse sido o Corínthians naquele ano (ou em qualquer outro ano). Seria impossível transitar por lá. Todos os corinthianos estariam reunidos comemorando, não cada um em sua casa como muitas vezes acontecem com outros times...
Ser Corinthiano é admitir que o time jogou mal, quando ganhou e quando perdeu, e não deixar de apoiá-lo. É ir pro estádio e gritar com a mesma empolgação quando o time está jogando na segunda divisão do que estaria gritando se ele estivesse no final de um campeonato da primeira.
Somos diferentes porque empurramos o time SEMPRE! No ano passado fui no jogo do Corínthians aqui em Londrina contra o Atlético Paranaense. Tinham cerca de mil pessoas no estádio (era um amistoso na época da Copa) e mesmo assim, a Gaviões estava presente e fazendo MUITO barrulho. O jogo foi péssimo, ninguém estava a fim de jogar, mas fiquei orgulhosa da minha torcida.
A nossa torcida une as mais variadas pessoas, das mais variadas idades e classes sociais. Não somos exclusivos da elite, dos italianos, ou de uma parte específica do país (como Atlético Paranaense ou Santos). Em todos os lugares do Brasil e do mundo tem corinthiano. E o que une a patricinha de São Paulo com uma pessoa que mora na favela no Rio Grande do Sul (que também tem corinthiano!)? O amor pela nossa camisa e pela nossa torcida.
Jogar no Corínthians não é fácil, precisa ter coragem e força, porque cobramos muito. Temos coragem de cobrar do Ronaldo e do Roberto Carlos, até do Mano Menezes! (dêem uma olhada no vídeo que tem vários depoimentos de jogadores).
Acho que as pessoas que não gostam de corinthianos tem uma pontinha de inveja de nós... No fundo, mesmo elas não sabendo, elas gostariam de ser como a gente, ter esse amor incondicional. Porque sinceramente? Não existe NADA como a torcida Corinthiana!
Achei um vídeo muito legal, os corinthianos já devem ter visto, e mesmo que você não seja, dê uma olhada para tentar entender porque somos tão especiais! ;)


A minha frase preferida é: "Fundamental não é vencer, fundamental é ser corinthiano!"

Saudações Corinthianas! ;*

Thursday, February 17, 2011

Os 13 maiores clichês do futebol

Achei uma lista que achei muito engraçada, era dos 30 clichês do futebol, mas como achei muito longa, selecionei os mais interessantes, que no caso, são 13. Esses clichês seriam os "atos" que SEMPRE acontecem em toda santa partida. Esses "atos" envolvem os jogadores, técnicos e até os árbitros. Quem tem o costume de assistir pelo menos um pouquinho de futebol vai com certeza identificar alguns deles.

1. Fazer uma substituição no final do jogo para ganhar tempo.

2. Depois de uma simulação de um jogador, o juizão olha pra ele, dá uma risadinha e faz o gesto de 'levanta'.

3. O jogador que dá condição ao adversário é sempre o primeiro a pedir impedimento.

4. Time em desvantagem. Jogador marca e corre para pegar a bola dentro do gol e levá-la o mais rápido possível para o meio de campo. Goleiro chega primeiro e o atrapalha, os dois se empurram. Ninguém pensa em pegar umas das 16 bolas em volta do campo.

5. O goleiro demorar para bater um tiro de meta, levar um cartão amarelo e ir até a metade do campo de defesa reclamando para ganhar mais tempo ainda.

6. O jogador que fez cinco gols ser substituído nos minutos finais apenas para ser ovacionado pela torcida.

7. Aquele futuro pai fazer um gol e colocar a bola dentro da camiseta ou comemorar Bebeto Style.

8. Chutar em gol mesmo após o apito do árbitro que acusa impedimento. Tomar um cartão amarelo e dizer que, ao contrario do estádio inteiro e do guardador de carros, não ouviu.

9. Tomar uma cuspida na cara e cair como se fosse uma cabeçada.

10. Não alcançar um lançamento e agradecer o autor do passe com um jóia ou batendo palmas.

11. O goleiro fazer uma defesa incrível e sair dando bronca em toda a defesa

12. O técnico esperar sair o primeiro contra sua equipe para chamar o jogador que devia ter começado a partida.

13. O árbitro impedir a cobrança de escanteio para dar uma bronca em quem está se puxando na área. E raramente marcar pênalti.

Fonte pra quem quiser conferir os outros clichês: http://pt-br.paperblog.com/os-30-cliches-do-futebol-61365/

Saudações Corinthianas! ;*

Wednesday, February 2, 2011

Manual de futebol para meninas

Se eu tivesse tempo, juro que faria uma pesquisa sobre o quanto a maioria das mulheres sabe sobre futebol. E eu realmente não sei qual seria o resultado.
Será que as mulheres sabem mais do que os homens supõem por aí?
Ou a ignorância feminina sobre o assunto é verdadeira?
Pois bem, resolvi escrever algumas coisas sobre futebol que toda mulher deve saber.

1. Saber diferenciar os Campeonatos Estaduais, do Brasileiro e da Libertadores. Isso é tão óbvio que eu nem sei explicar direito. Como o próprio nome diz, os estudais jogam os times de cada estado. O Brasileirão jogam times do Brasil todo, nos quais todo ano uns caem para a 2 divisão e outros sobem para a 1. E na Libertadores jogam times da América do Sul (que são selecionados, no Brasil, entre os primeiros colocados no Brasileirão e o vencedor da Copa do Brasil). Ela foi criada para homenagear os "libertadores da América" Bolívar, San Martín e D. Pedro I. Quem ganha a Libertadores disputa o Mundial de Clubes, mas não necessariamente, porque no primeiro mundial da Fifa o Corínthians foi convidado e ganhou, mesmo não tendo ganhado a Libertadores.

2. Saber a diferença entre um campeonato que tem fases eliminatórias e de "todos contra todos". Os campeonatos estaduais e a libertadores são eliminatórios, o campeonato brasileiro não. Alguns são jogos "ida e volta", ou seja, os dois times jogam duas vezes, cada um em sua "casa". Fazer gol na cidade do adversário conta e muito nessas horas.

3. Saber o que é um impedimento. Também tenho dificuldades de explicar isso de forma clara, mas eu sei o que é viu! huauahuah Mas é o seguinte: o jogador do time que está atacando, no momento em que está recebendo a bola de trás (de um companheiro de seu time) não pode estar a frente da linha do último jogador do time que está defendendo (tirando o goleiro). Deu para entender?! Existe um limite beeem pequeno que eu não lembro quanto que é, mas isso dá margem pra muiitooo erro nos jogos, é incrível! E quem verifica se foi impedimento é o bandeirinha que fica na lateral, dificilmente o árbitro consegue perceber.

4. Saber o nome dos jogadores do time que ela supostamente torce. Cansei de ver "São Paulina" que não sabe o nome de nenhum jogador e nem do treinador do time. Porquê? Por que o time "ganha um monte", tem jogadores bonitinhos e as meninas tendem a escolher esse time para dizer que torcem. Elas comemoram quando o time ganha, zoam os outros times quando perdem (porque vem os outros fazendo isso, pq ela não msm sabe nada da rodada), mas não acompanham nenhum jogo, quando ta perdendo então, não querem nem saber. Patético. Sou a favor de, se vc diz que torce pra um time, torça de verdade, se não, fala que não gosta de futebol logo de uma vez. Torcedora que é torcedora, quem gosta mesmo de futebol acompanha seu time.

5. O último item é ridículo também: saber que a Copa do Mundo acontece de 4 em 4 anos. Saber quais foram os anos em que o Brasil ganhou seus títulos: 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002. Saber o que foi o Maracanazzo. O Brasil perdeu para o Uruguai em pleno Maracanã na Copa de 1950 por 2 a 1. Saber que o Brasil foi o único país a participar de todas as Copas já realizadas. Ou seja, saber um pouquinho da história das Copas.

Se você, menina que não entende muito de futebol, mas gostaria de saber um pouco mais, conseguir dominar esses assuntos, garanto que não passará vergonha. É claro que eu nem preciso dizer que saber quantos jogadores jogam de cada lado e porque o goleiro usa um uniforme diferente dos demais é algo pra lá de óbvio e necessário né?!

Livros para quem quer saber mais: GUTERMAN, Marcos. O futebol explica o Brasil. Editora Contexto, São Paulo: 2010.

Minha monografia de Trabalho de Conclusão de Curso (disponível no CDPH na UEL): TERCIOTTI, Talita Vidigal. O nacionalismo na copa do mundo de 1970 através da Revista Veja / Talita Vidigal Terciotti. – Londrina, 2009.

Saudações Corinthianas!

;*

Wednesday, January 26, 2011

Quer melhorar de vida? Vai ser jogador de futebol!

Faz um certo tempo que queria escrever sobre o tema que vou falar hoje, mas como ele é meio polêmico, tava enrolando um pouco...
Ano passado, enquanto estava participado de um projeto social na cidade de Vargem Grande Paulista, me dei conta de uma coisa muito séria que acontece no Brasil e quem me chamou a atenção para isso foi um alemão. Estávamos falando de como ajudar crianças da periferia a ter uma vida melhor, a conseguirem ser "alguma coisa", como se eles fossem "nada" por estarem ali... Além de um trabalho MUITO legal que é realizado ali no bairro do Jardim Margarida, no qual procura-se passar o ideal da unidade e do amor ao próximo, ouvi algo que me pertubou um pouco. A de que eles estavam procurando o próximo Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo, Adriano entre aquelas crianças, que se eles encontrassem, as crianças teriam um futuro brilhante ganhando muito dinheiro...
É claro que não existe nada demais nisso, eles não estão fazendo nada de errado, muito pelo contrário, o trabalho que é feito lá é exemplar. O problema foi o exemplo que eles deram...
O que acontece é que no Brasil temos a tendência de achar que a única maneira de melhorarmos de vida é sendo famosos, virando músicos, atores, jogadores de futebol... Querem um exemplo? O Criança Esperança. É claro que a arte é muito importante e eu sou a primeira a defender a valorização dela, mas fala sério, é meio cruel ensinar uma criança a tocar um instrumento e não dizer pra ela que ela provavelmente vai morrer de fome sendo músico se não for MUITO boa no que ela está fazendo.
É só pensar: quantos músicos, atores e atrizes se deram realmente bem na vida? Muito poucos. São realmente poucas pessoas que conseguem viver disso, mas mesmo assim, são as únicas profissões que as crianças, que precisam de uma profissão para sair da miséria, aprendem nesse projeto.
O mesmo acontece com o futebol. Quer melhorar de vida? Vire jogador e ganhe milhões na Europa! Ah tá, tudo resolvido. Mas e quantos jogadores realmente estão ganhando milhões?!
O que eu quero dizer é que, apesar de serem profissões legais, que as crianças tem direito a sonharem, não é o suficiente. Temos que parar com essa mania de achar que, através de profissões tão delicadas como essas, as crianças vão se salvar.
Querem colocar crianças com estrutura familiar nenhuma num mundo onde os egos são exaltados até o céu, onde elas terão acesso a drogas, bebidas, dinheiro, festas o tempo todo? Vão virar um Bruno da vida.
Cada pessoa tem uma vocação, o problema de um projeto que só vise uma área, a artística ou esportiva, é o de que as crianças que tem outras habilidades que não essas, não terão suas habilidades exploradas. Ou elas se sentirão isoladas ou procurarão perseguir esse mesmo sonho, sem nenhum sucesso, se frustrando porque ela não nasceu para fazer aquilo.
O que seria o ideal!? Que se ensinasse profissões mais reais nesses projetos. O esporte é importante, muda a vida das pessoas, é claro. Mas que tal ensinar carpintaria? Ou então dar um curso profissionalizante para se tornar mecânico, costureira, secretária... São profissões bem menos glamurosas quanto um jogador de futebol ou uma atriz, mas a probabilidade da pessoa ganhar pelo menos o mínimo para viver é muito maior. O que é melhor? Ganhar para sobreviver ou morrer de fome esperando ganhar milhões de dólares?!
Está na hora de sermos mais realistas. Nem todos os meninos que jogam bem futebol vão ser jogadores famosos. Vai depender do esforço deles, sim, mas também de talento e de sorte.
Aqueles que não tem talento deveriam poder descobrir que são bons em outras coisas. Cursos técnicos são uma ótima chance. A família toda do meu pai fez curso no Senai e todos estão muito bem, um tio meu tem até uma empresa que exporta para outros países. O filho de uma amiga da minha mãe tá indo nessa de ser jogador de futebol, modelo, ator... Não deu certo em nada, mas ele acha que só assim para ele conseguir ser rico.
Acho que existe uma inversão de valores muito séria nisso tudo. As pessoas não dão mais valor ao trabalho manual, querem seguir profissões que elas acham ser mais "fáceis", quando na verdade, são ocupações muito mais difíceis de serem perseguidas.
E vocês, o que acham? Querem ser jogadores de futebol também? Cuidado hein! huauahuaha
Saudações Corinthinas! =*

Tuesday, January 18, 2011

Confusões de início de ano

Todo início de ano é um caos. É assim pra mim, pro Ronaldinho Gaúcho, pro Flamengo, Grêmio, enfim, pra todo mundo. Enquanto uns tentam resolver onde vão trabalhar baseados em quantos milhões de reais vão ganhar, eu tenho uns problemas caóticos mais mundanos.
Apesar de beeem distante da realidade desses jogadores, eu tenho algo em comum com eles: eu cresci rápido demais. Os jogadores começam suas carreiras cada vez mais cedo e quando se é muito bom com 18 anos já estão jogando num super time na Europa ganhando um super salário. Isso deixa eles meio perturbados, afinal eles pularam uma fase da vida. Não é a toa que tem uns Adrianos por aí que depois de velhos resolvem festar e curtir a vida que nem um irresponsável. Eles, com pouca idade, tiveram que lidar com responsabilidades que não são comuns a pessoas de sua idade.
Tá, vocês vão pensar que isso não tem nada haver comigo, mas tem sim, já vou explicar. É que eu me identifico porque também comecei muito cedo a ter responsabilidades e fazer coisas que as pessoas da minha idade não fazem. Por exemplo: entrei na faculdade com 17 anos. Com 21 já estava formada e trabalhando. Com 22 já estou fazendo mestrado. Para a maioria das pessoas isso é ótimo, estou aproveitando muito bem meu tempo, com 30 anos já terei meu Doutorado, quem sabe até concursada, ganhando relativamente bem (relativamente porque professor nunca ganha bem de verdade). Eu sempre achei que ser adiantada era algo bom também, mas ultimamente tenho mudado um pouco de idéia...
Estou percebendo que ninguém da minha idade é assim. Ninguém (ou quase ninguém) entrou na faculdade com 17 anos. Ninguém terminou com 21. Ninguém com 22 anos já se fez especialização e agora ta fazendo mestrado. Ta faltando alguém pra me identificar sabe?! Pra me dizer que isso tudo é normal.
Quando vejo alguém com 20 anos entrando na faculdade, penso: mas como ela conseguiu? Com 20 eu já estava me formando! Mas isso tudo é com uma pontinha de inveja. Queria não ter ido tão rápido, queria ter aproveitado quando eu ainda era uma "adolescente". Quando eu só estudava e ia pras festinhas. Porque agora eu não tenho tempo pra sair, só pra estudar e trabalhar. Não tenho tempo nem pra namorar.
Ahh, namorar! Aí um outro tópico complicado. Namorar quem? Meus colegas de trabalho que tem tudo 30 e poucos anos com os quais não me identifico nem um pouco? Que gostam de Roupa Nova, Bee Gees, assistiram TV Pirata e querem casar nos próximos 5 anos? Com o povo da minha idade que ainda ta na faculdade, não tem carro e ainda vai em festa de República?! Ou talvez com os meninos mais novos, que sabe-se la porque são sempre os que aparecem como opção. Às vezes, a diferença de idade nem é tão grande, mas como eu sou a senhorita apressada, que pulou todas as etapas possíveis, as diferenças de experiência de vida são gigantescas. Eles são lindos, fofos, mas como ficar com alguém que tá entrando na faculdade ainda?! Estamos em 2011 e eu terminei meu curso em 2009! É muita diferença.
Então, se você estiver lendo esse post e tem entre 21 e 25 anos e está na mesma situação que eu, gostaria muito de te conhecer. To me sentindo numa crise de jogador de futebol que começou a jogar muito cedo. Daqui a pouco jogo tudo pra cima e vou voltar a ser uma adolescente irresponsável. E dane-se o que vão achar. O Adriano, o Ronaldo, o Neymar podem, porque eu não!?
Saudações corinthianas!
E vamo que vamo Timão! =)

Monday, October 18, 2010

Sobre a "crise"

Olá pessoas!

Tenho que me desculpar aqui, abandonei meu blog um pouquinho, mas é pq estou muiitooo ocupada! Ah não to tendo tempo pra nd, ainda mais escrever aqui! Mas prometo voltar aos poucos a escrever aqui heheh
Um amigo me deu uma dica sobre o que postar, falar da "crise" do Corínthians que não é crise. Achei uma boa, mas devo admitir que eu não estou muiitooo por dentro dessa história. O que eu sei, meu time está passando por um período de derrotas e empates. O técnico saiu, até agora não entendi o porquê.
Eu não entendi, porque acho natural um time perder um pouco o gás depois de um campeonato tão longo como o brasileiro. Tá, a gente perdeu alguns jogos, um jogo pro lanterna do campeonato até, mas não é normal?! O Corínthians sempre foi famoso por ser Robin Hood huauahua E no caso desse jogo, eles nem se empenharam pra jogar. Pra que se matar de jogar contra um timinho que nem esse? Guardemos energia pros times maiores.
Então, por isso eu não entendi porque o Adílson Batista saiu. Acho que ele ficou com medo da situação piorar e ele ser culpado. Acho que não aguentou a pressão. Afinal, não é qualquer um que aguenta a pressão da maior e melhor torcida do país né?!
E não entendi o porque de falarem que estamos passando por um crise. Nós ainda estamos em terceiro lugar, isso é algo bom, não é?! Oq adianta ficar o campeonato inteiro em primeiro lugar e no final, não ganhar?! Calma gente, ainda da tempo. Melhor dar uma desacelerada agora, pra no final ir com tudo e ganhar.
O Ronaldo (claro, sempre é o gordo =D) já mostrou que não vai deixar a peteca cair, a bola murchar, ou oq vcs preferirem hauahua. Eu confio nele e no meu time. Tenho certeza que vai dar td certo, a probabilidade de ganharmos esse brasileiro é bem grande.
Sei que vamos calar a boca desse povo que não tem mais oq fazer qdo fala da "crise" do Corínthians heheh

Saudações Corinthianas!
Até a próxima!

Friday, September 10, 2010

O poder transformador do futebol

Por que, quando estamos num estádio ou assistindo um jogo na frente da tv, ficamos tão nervosos? Viramos completos animais, xingamos a mãe do árbitro, xingamos os jogadores do outro time, xingamos até o nosso próprio técnico se ele tira algum jogador que nós gostamos.
E não é só homem que faz isso, mulher também. Talvez com menos intensidade, mas isso depende da pessoa também. Eu sempre me animei e xinguei mais do que um ex namorado meu quando tava vendo jogo. Mas é que ele não gostava tanto de futebol quanto eu.
E também, depende pra que time você torce né. Porque, como eu já disse aqui antes, existem torcidas e torcidas. Duas torcidas que eu respeito, que são fodas (mas não tanto quanto a minha, é claro) é a do Internacional e do Grêmio. Eu já fui ver um jogo no Beira Rio, Inter contra o Corínthians (não quero comentar o resultado) e fiquei impressionada com a torcida.
Inter e Grêmio se odeiam né, nunca vi algo igual. Dá até medo de andar na rua perto deles. Se odeiam mais que Corínthians, São Paulo, Santos e Palmeiras juntos. Eles ficam doidos quando jogam um contra o outro, viram animais mesmo. Deve ser o sangue gaúcho hauuahua.
Na minha monografia eu digo que o futebol surgiu como uma forma de escape pro trabalhador. Dentro de campo ele podia liberar as tensões sem que isso fosse considerado um crime ou violência real. Pra mim o futebol, por excelência, é um esporte violento. Agora tão inventando essa história de fair play, mas que ele sempre vai ser violento, vai sim. Não tanto quanto o rugby, é verdade, mas muito mais do que volei, basquete e tênis por exemplo.
Eu até achei uma citação do Monteiro Lobato, que quem diria, gostava de futebol:
"Não é mais esporte, é guerra. Não se batem duas equipes, mais dois povos, duas nações, duas raças inimigas. Durante todo o tempo da luta, da quarenta a cinquenta mil pessoas, deliram em transe, extáticas, nas pontas dos pés, corações aos pulos e nervos tensos como cordas de viola. Conforme corre o jogo, há pausas de silêncio absoluto na multidão suspensa, ou deflagrações violentíssimas de entusiasmo, que só a palavra delírio classifica. E gente pacífica, bondosa, incapaz de sentimentos exaltados, sai fora de si, torna-se capaz de cometer os mais horrorosos desatinos (...)". (GUTERMAN, 2009. P.60. Apud: LOBATO, Monteiro. A onda verde. São Paulo: Monteiro Lobato & cia., 1921. p.97.)
Ele escreveu isso em 1921, imagina se ele visse como que tá agora.
E por que vc acha que o futebol nos transforma tanto?! Eu não sei, eu só sei que pode realmente despertar o que há de pior em nós! huaauuha
Um amigo me disse ontem que os piores jogos são Corínthians e São Paulo. Que jogar contra o Flamengo, contra o Santos, é de boa. Mas não contra o Corínthians. Talvez seja porque a torcida do Timão seja que mais se deixe contagiar pelo espírito animalesco que desperta quando assistimos futebol. Mas provavelmente, é devido ao ódio dos bambis em relação ao meu time querido. Vocês sabem né, o Corínthians é o time dos estremos, ou você ama ou odeia. Eu acredito que quem odeia é porque tá com inveja =P hauahhauauhau
Saudações Corínthianas!
Livro de hoje: A pátria em chuteiras: novas crônicas de futebol - Nelson Rodrigues.

Thursday, September 9, 2010

Porque eu sou Corinthiana

Já que o nome do blog é "Corinthiana graças a Deus", eu tenho que falar sobre isso logo né?! huahuahuaha
Então, me desculpem os que não são corinthianos, mas agora eu vou falar sobre o meu time querido, sobre o pq de eu torcer pra ele.
Tava tentando me lembrar de quando eu me tornei corinthiana... E eu não faço a mínima idéia de quando isso aconteceu... Só me lembro que desde pequena me auto proclamava corinthiana. Talvez fosse influência do meu padrinho, dos meus primos, dos amiguinhos da escola... Mas eu não me recordo de ter acontecido algo que me fizesse decidir, de sentir que por causa de alguém eu tivesse tomado minha decisão. Na verdade, acredito que não fui eu que escolhi o Corínthians que me escolheu. Garanto que existem muitos corinthianos que podem dizer o mesmo.
Pois bem, minha primeira lembrança de dizer que sou corinthiana é de quando eu tinha cerca de 7 anos. Lembro que sofria assistindo os jogos, rezava pro Papai do Céu pedindo pra ele ganhar.
Quando o Corínthians passou pela fase do Marcelinho Carioca então, foi ápice do meu fanatismo e felicidade como torcedora. Ganhamos brasileiros, paulistas e o mundial. Foi a fase perfeita.
Até que depois dessa fase boa, veio a fase ruim. Depois mais outra fase boa, com o Tevez e mais um brasileiro. E depois disso, a segundona.
Cerca de 10 anos se passaram e mesmo com algumas tristezas, eu nunca cogitei mudar de time. Nunca deixei de dizer que era CORINTHIANA quando alguém me perguntava pra que time eu torcia. Sempre fui fiel ao meu time, admitia quando eles estavam jogando mal, mas não deixava de apoiá-los.
Isso é o que mais me impressiona no Corínthians. Falar isso já virou clichê, ta na moda dizer que a nossa torcida é a melhor e a mais fiel (por isso o nome Gaviões da Fiel, claro), mas eu percebi isso desde pequena. Eu sempre soube que tinha algo de diferente na nossa torcida.
Existem alguns times no Brasil em que seus torcedores só aparecem quando seus times estão ganhando. Eles ganham bastante, é verdade. Eles muitas vezes tem uma estrutura melhor que a do Corínthians. Mas e quando o time perde? O que acontece? Ninguém se manifesta. Quando o time tá numa fase ruim, eles nem vão no estádio dar a sua força.
O Corínthians não. Mesmo quando estava na segunda divisão lotava estádios.
A sua paixão se mede pela quantidade de títulos que seu time ganhou?! O meu não. A minha paixão vem sabe-se la da onde, mas ela existe e nunca vai deixar de existir.
Uma outra coisa que eu disse no outro post e que é verdade: todo corinthiano entende de futebol. Os outros times tem torcedores que se dizem fã só porque estão ganhando, mas nem entendem nada e nem assistem os jogos. O corinthiano não é assim.
E as torcedoras mulheres são as mais apaixonadas. Sabe pq? Pra uma mulher gostar do Corínthians, ela tem que gostar MUITO do time, porque acho que nunca existiu jogador bonito em nossa história (o último que eu me lembro foi o André Santos, que não sucitou muitas paixões). O São Paulo teve o Kaká, o Inter teve o Pato e sei lá mais quem que era bonito. As corinthianas são torcedoras de verdade.
Tem gente que diz que o Corínthians é um time de mano, como se isso fosse algo depreciador. Por que? Você prefere torcer pra um time de playboy? Pra um time que não aceitava jogadores negros e recusou o Pelé quando ele foi fazer o teste? Ou pra um time que colaborou com a ditadura? Eu torço pra um time que não tem preconceitos, foi o primeiro time de jogadores trabalhadores, enquanto todos os outros eram formados por ricos. Foi um dos primeiros a aceitar jogadores negros. Foi quem criou a Democracia Corinthiana e ajudou a derrubar o regime militar.
E mais recentemente contratou o melhor jogador de todos os tempos. Me desculpe o Pelé, o Rivelino, o Sócrates, o Zico e todos os outros craques, mas eu sou da geração Ronaldo. Pra mim ele é o melhor jogador do mundo e eu tenho o maior orgulho de tê-lo em meu time, mesmo acima do peso. E claro, o Roberto Carlos. E todos os outros jogadores, que se matam pela camisa que estão vestindo.
Esses dias eu ouvi o Casagrande dizendo que é muita responsabilidade vestir a camisa do Corínthians, que a torcida cobra muito. Já ouvi o Ronaldo também dizendo isso, que nós somos a torcida que mais cobra. Mas ouvi também ele dizendo, quando todo mundo o criticava, que ele não se importava, pois a torcida tava do lado dele.
Não sei se eu consegui passar o porque eu amo tanto o meu time. São muitos motivos, ao mesmo tempo que é inexplicável. Talvez você que está lendo e não é corinthiano ache tudo uma baboseira, talvez vc não consiga entender. Mas eu sei que muita gente entende, pois de acordo com o diretor do Corínthians, cerca de 30% da população brasileira é Corínthiana. É como ele mesmo disse, uma República Democrática do Corínthians. É uma nação dentro da nação brasileira.
Saudações Corínthianas!
Livro de hoje: Corinthiano graças a Deus - Dom Paulo Evaristo Arns

Wednesday, September 8, 2010

Mulher também pode gostar, e entender, de futebol

Tá, eu já tentei várias vezes escrever em blogs e nunca deu certo. Só que eu pensei, talvez eu durasse mais tempo se falasse sobre algo que eu gosto muito e que é uma paixão nacional: o futebol. É claro que eu não vou falar sobre isso, afinal a vida, pelo menos a minha, não é só isso né. Mas é um bom tema para ser debatido, principalmente por uma menina.
Se vc é um homem que gosta de futebol deve estar um tanto assustado com a possibilidade de eu não saber oq estou falando e escrever besteira. Apesar disso sempre ser uma possibilidade, afinal ninguém é perfeito e eu posso sim errar, estou aqui para aprender, gosto de pensar que eu entendo um pouco de futebol.
Primeiro porque eu sou corinthiana, por definição eu entendo de futebol. Vc já viu algum corinthiano que não entende nada da paixão nacional? Eu não. Mas isso é algo que rende um outro post, ser corinthiano é algo muito complexo, que eu ainda vou tentar.
E segundo, eu estudo futebol, mais especificamente a Copa do Mundo de 1970. Li muito sobre a história do futebol e gosto muito da relação da seleção brasileira, os mundiais ganhos, com o poder governamental. Não entendo muito de regras, sei o que é impedimento e consigo até dar uns pitacos dizendo que o jogador não ta jogando direito e quem deveria entrar em seu lugar. Mas entendo um pouco de história, afinal foi nisso que me formei.
Meu TCC foi sobre a Copa de 1970. Lembro que tinha uma matéria na faculdade onde tínhamos que apresentar nosso projeto, depois o 1 capítulo e no final, apresentar como se tivéssemos defendendo nosso trabalho para a banca examinadora. O professor que dava essa matéria sempre torcia o nariz pro meu tema, dizia que não era tema de menina, que existia muitas outras coisas pra eu falar que seriam mais interessantes.
Na especialização não foi diferente. Também tive um professor que não suportava que uma menina tinha escolhido falar de futebol. O mais engraçado é que nenhum deles gostava de futebol, ambos eram especialistas em história antiga, na área de religião. Acho que eles sentiram que aí existia um problema sério, uma menina gostar de futebol e eles não.
Por que mulher não pode gostar de futebol? Odeio quando eu começo a falar e as pessoas não me levam a sério, achando que eu to falando besteira. Uma vez tentei conversar com um jogador de futebol sobre a Copa do Mundo. Tentei né, pq ele nem deixou eu continuar o assunto. Acho que ele achou que eu tava só tentando impressionar. Não, eu gosto de futebol poxa!!!!
Pois é, to tentando defender as mulheres que gostam de futebol. Mostrar que podemos ter nossa opinião sim, que não é a mesma dos homens, temos nosso próprio ponto de vista, que é muito mais divertido. Vou falar disso aqui, e quando cansar, pra não ficar muito pesado, falo de outros temas que também interessam ao público feminino.
Até mais!
Saudações Corinthianas!

Livro que recomendo sobre história e futebol: O futebol explica o Brasil - Marcos Guterman.