Não aprovei a cor porque ela foi criada simplesmente para arrecadar dinheiro e eu já to de saco cheio da Nike ficar criando tanta camisa assim. É uma diferente por ano. Dêem uma olhada no post que eu fiz sobre a história das camisas da seleção, vocês notarão elas demoravam anos para serem trocadas e sempre tinha um motivo. Agora não, elas são trocadas todo ano e sem motivo nenhum. Quer dizer, até tem um motivo: arrancar dinheiro dos torcedores fanáticos. E a camisa preta foi um exemplo bem descarrado para quem ainda tinha dúvida do real motivo de termos tantas camisas diferentes por aí nos últimos anos.Tuesday, March 29, 2011
Camisa preta da Seleção Brasileira
Não aprovei a cor porque ela foi criada simplesmente para arrecadar dinheiro e eu já to de saco cheio da Nike ficar criando tanta camisa assim. É uma diferente por ano. Dêem uma olhada no post que eu fiz sobre a história das camisas da seleção, vocês notarão elas demoravam anos para serem trocadas e sempre tinha um motivo. Agora não, elas são trocadas todo ano e sem motivo nenhum. Quer dizer, até tem um motivo: arrancar dinheiro dos torcedores fanáticos. E a camisa preta foi um exemplo bem descarrado para quem ainda tinha dúvida do real motivo de termos tantas camisas diferentes por aí nos últimos anos.Friday, February 11, 2011
Seleção Brasileira: Vestida para ganhar

1914 - Estréia no Rio
A seleção fez seu primeiro jogo oficial (em que reuniu boleiros de São Paulo e do Rio de Janeiro) contra o inglês Exeter City em 21 de julho de 1914, no Rio de Janeiro. Venceu por 2 x 0 e usou um uniforme todo branco com uma faixa azul na manga.

1916 - Veto na amarela
No 1º Sulamericano, na Argentina, o Brasil usou uma camisa listrada de verde e amarelo, que teve vida curta, pois a aristocracia não admitia que o uniforme do futebol, que era considerado já um “esporte de vagabundos”, levasse as cores principais da bandeira.

1917 - Por sorteio
No 2º Campeonato Sulamericano, no Uruguai, a seleção da casa e o Chile, assim como o Brasil, usavam camisas brancas. Num sorteio, o Brasil teve que trocar sua cor. O único jogo de camisas disponível nas lojas de Montevidéu era o vermelho – usado por nós sem escudo mesmo.

1919 - Branca micada
O uniforme branco e azul foi criado para o 3º Sulamericano, em que o Brasil foi campeão. A combinação também foi usada nas Copas de 1930, 34 e 38. Na Copa de 1950, perdemos a final para o Uruguai no Maracanã, 2 x 1, de virada. Assim, a camisa branca foi aposentada para sempre, pois teria azarado o jogo da final. O brasil jogou de camisas brancas com colarinho azul durante toda a Copa do Mundo de 1950. Além de todos os culpados possíveis as cores também foram incluídas. Foram consideradas insuficientemente nacionalístas. Para o jornal carioca Correio da Manhã o uniforme branco sofria de "falta de simbolismo moral e psicológico".


1954 - A canarinho
Após a derrota de 50, um concurso foi feito para a escolha do novo uniforme. Com o apoio da Confederação Brasileira de Desportos, entidade então responsável pelo futebol brasileiro, o jornal lançou um concurso para a criação de um novo uniforme usando todas as cores da bandeira brasileira. A seleção usaria o projeto vencedor na Copa do Mundo de 1954, na Suíça. O vencedor foi Aldyr Garcia Schlee, 19 anos, gaúcho de Pelotas, que trabalhava em um jornal local. O próprio Aldyr escandalizou-se com o projeto (até então nenhum time usava quatro cores juntas no mesmo uniforme). Após desenhar centenas de modelos, finalmente Aldyr desenhou um modelo que, para ele, era o "menos feio"...vejam como são as coisas...não é que foi esse o modelo vencedor. Concorrendo com mais de trezentos outros projetos de todo o país. O modelo vencedor era assim: camisa amarela com colarinho e punhos verdes; calções azuis com uma faixa vertical branca; meias brancas com detalhes em verde e amarelo. Como não tinha o tom correto de azul celeste da bandeira, Aldyr usou o que tinha-azul-cobalto-que foi fielmente reproduzido e continua no uniforme até hoje. O Brasil estreou o novo uniforme no Maracanã, no dia 14 de Março de 1954, numa vitória sobre de 1x0 sobre o Chile.


1958 - Cor da sorte
Na Copa da Suécia, o Brasil só levou a camisa amarela. Na final contra os suecos, também de amarelo, a seleção teve de procurar outra cor. Não tendo preparado um uniforme reserva, o Brasil recortou os escudos de suas camisas amarelas e os custurou sobre um jogo de camisas azuis compradas de última hora em uma feira livre de Estocolmo. O primeiro título mundial conquistado a consolidou como a número 2. (A justificativa para a azul: a cor era a mesma do manto de Nossa Senhora).

1978 - Com listras
O Brasil assina um contrato com a Adidas para o fornecimento de material esportivo. O uniforme continua com suas cores, mas as mangas ganham três listras verdes. Na Copa somos os “campeões morais” – apesar de invictos, ficamos em terceiro lugar.

Camisa do tricampeonato mundial de futebol em 1970

Uniforme de 1978
1980 - Ramo de café
A sigla CBD é substituída pela sigla CBF (Confederação Brasileira de Futebol). A nova entidade passa a gerir apenas o futebol. A Topper passa a produzir os uniformes e pela primeira vez aparece estampada uma logomarca de um patrocinador, o Instituto Brasileiro do Café (IBC).


Camisa do "quase-título" de 1982
1994 - Marca-d’água
Mais uma troca de fornecedor. Agora é a vez da inglesa Umbro. A nova camisa deu sorte. Logo na primeira Copa, o Brasil, de Romário, sagrou-se campeão. A camisa da Copa de 94, nos Estados Unidos, trazia uma marca-d’água na frente com o escudo da CBF.

Camisa da Copa de 1990

Camisa do Tetracampeonato em 94
2006 - Amarela básica
A gigante Nike – que assinara com a CBF em 1996 – faz uma camisa com grafismos no ano do penta, 2002. Em fevereiro de 2006, sai a da Copa da Alemanha: uma amarelinha mais básica. Em abril, o contrato foi renovado até 2018, a 12 milhões de dólares por ano.





