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Tuesday, August 14, 2012

We are not the champions

Por incrível que pareça, não acompanhei muito de perto os jogos da seleção de futebol nas Olimpíadas. No jogo da final, eu estava trabalhando e quando cheguei em casa nem lembrei que ele estava acontecendo. Quando fui me dar conta, o jogo tinha acabado e só fiquei com as imagens dos jogadores brasileiros chorando e os do México comemorando.
Foi difícil de ver, principalmente porque pelo o que eu vi, o Brasil só foi resolver jogar mesmo no final do segundo tempo. Tudo bem que uma medalha de prata é algo bom, que não podemos exigir que o Brasil seja ótimo sempre, mas eu tenho vários motivos para querer sim que a seleção brasileira de futebol apresente resultados melhores do que tem apresentado nos últimos tempos.
Quanto ganha um jogador de futebol? Talvez a maioria não ganha tão bem, mas aqueles que foram convocados pelo Mano Menezes com certeza ganham milhões. O futebol é super valorizado em nosso país, muito mais do que qualquer esporte. E como esportes que não tem estímulo nenhum ganham medalhas boas e o futebol não faz a única coisa que gostaríamos: uma medalha de ouro! Até a ginástica, que não tem apoio financeiro nenhum, ganhou uma medalha e o futebol não.
Isso demonstra várias coisas importantes. A primeira: é um absurdo o que é pago aos jogadores e o que não é passado aos outros esportes. Eu amo futebol, acho importante sim, mas acho que não faz sentido e não tem porque isso tudo. Seria muito melhor, dividir um pouco desse dinheiro para dar mais oportunidades aos atletas que se esforçam tanto para conseguir tão pouco. 
A segunda: o futebol não dá valor algum para as Olimpíadas. Os demais atletas se preparam durante 4 anos para essa competição, e quando o futebol começou a se preparar? Esse ano. Damos muito, mas muito mais valor à Copa do Mundo do que às Olimpíadas. E porquê? Também não sei. A ginástica, a natação, o tênis, o vôlei, também tem seus campeonatos mundiais e mesmo assim se esforçam nas Olimpíadas. Mas para o futebol? Só importa o mundial.
Devido a tudo isso eu acho sim que o Brasil deveria ter ganhado uma medalha de ouro no futebol. E em relação às nossas poucas medalhas, eu admiro os atletas, pois foi graças ao esforço deles, e não de patrocínio e incentivo, que eles conseguiram o que conseguiram.
Agora, se tem uma medalha de prata que doeu talvez mais do que a do futebol, foi a do vôlei masculino. No início eu sabia: tá fácil demais pra ser verdade, a Rússia vai reagir. Reagiu e os jogadores não conseguiram responder. Ao menos, perderam para um time muito bom. No futebol? Perdemos para o México! Com todo respeito pelo México, não é um time da "nata futebolística". 
Então, parabéns às nossas medalhas de ouro e às medalhas de prata e bronze ganhas com dignidade. E que nós aprendamos com essa competição, que o futebol não precisa de tanto dinheiro e existem coisas muito mais importantes.
Saudações corinthianas!

Tuesday, March 29, 2011

Camisa preta da Seleção Brasileira

Eu sei que estou um pouquinho atrasada, que a maioria das pessoas já viram a nova camisa da seleção, mas como estou super hiper mega atarefada e queria escrever sobre isso, vou escrever mesmo atrasada mesmo! Afinal o blog é meu, não é?! hauauhauha
Mas então gente, quem me falou dessa nova camisa foi a Renata Secco e eu devo assumir que devido a minha ausência dos meios de comunicação ultimamente, não sabia da existência dela e fui igual a uma desesperada até meu amigo google para saber do que se tratava! Tudo o que eu sabia era que é uma camisa PRETA! Mas como assim, Brasil de preto?
De acordo com as informações que eu encontrei, essa nova camisa lançada pela Nike não será utilizada em jogos. Mas então porque criaram a tal da camisa?
Eu até gostei dela, achei bonita, mas não tem nada haver com o Brasil! Pode ser considerada  uma versão Corinthiana do que seria a camisa da seleção! huahuahauhau

Não aprovei a cor porque ela foi criada simplesmente para arrecadar dinheiro e eu já to de saco cheio da Nike ficar criando tanta camisa assim. É uma diferente por ano. Dêem uma olhada no post que eu fiz sobre a história das camisas da seleção, vocês notarão elas demoravam anos para  serem trocadas e sempre tinha um motivo. Agora não, elas são trocadas todo ano e sem motivo nenhum. Quer dizer, até tem um motivo: arrancar dinheiro dos torcedores fanáticos. E a camisa preta foi um exemplo bem descarrado para quem ainda tinha dúvida do real motivo de termos tantas camisas diferentes por aí nos últimos anos.







Agora, mudando de assunto, gostaria de divulgar um outro blog que é muiiitooo legal e sou eu que estou cuidando agora (que durante quase um ano foi a Carla). Ele se chama Jovens Por Um Mundo Unido e tem um conteúdo bem bacana, seria muito bom de vocês dessem uma olhada: http://jpmu-pr.blogspot.com/
Espero que vocês gostem!
Saudações Corinthianas!

Friday, March 18, 2011

Rivalidade entre Brasil e Argentina - Parte V

Mais um pouco dos primórdios da nossa rivalidade com a Argentina...

1946: Vingança e pernas quebradas

No dia 20 de dezembro de 1945, em Sao Januario, pela Copa Roca, tivemos a nossa primeira goleada contra os argentinos:6 a 2! Gols de Ademir(2), Heleno, Zizinho, Chico e Leonidas. Essa foi também a maior goleada já registrada pelos brasileiros contra os argentinos.

Mais importante que os gols foi um acontecimento durante o jogo: Ademir Menezes, autor de dois gols, fraturou a perna de um dos zagueiros argentinos, o Batagliero. Mas é claro que foi puro acidente né gente, Ademir jogou limpo. Mas isso não significava nada, los hermanos queriam sua vingança.

Até que chegou a hora. Três meses depois, lá se iam os assustados brasileiros para o Sul-Americano de Buenos Aires. Final contra quem? A Argentina, é claro (mesmo porque se não fosse, não teria a menor graça).

Como medida preventiva, o treinador Flavio Costa achou melhor deixar Ademir na reserva. Na véspera, numa tentativa de melhorar o ambiente, o chefe da delegação, Ciro Aranha, levou Ademir para visitar Batagliero. Deitado na cama com a perna engessada, Batagliero os recebeu bem, mas novamente, para a torcida argentina e para os jogadores isso não significava nada. Tanto que no estadio do River Plate, onde o Brasil se concentrou, um jogador chamado Chico recebeu um conselho de um argentino dizendo que seria melhor não jogar, pois os argentinos matariam os brasileiros.

Só que Chico era um gaúcho valente e brigão, que nascera e se criara em Uruguaiana, na fronteira, ou seja, não levava desaforo pra casa. Ele respondeu com raiva: "Pois vao ter que me matar mesmo!".

Trinta e quatro anos depois, em entrevista a revista Placar, Chico, já um pacato cidadão, afirmou que, em dez partidas contra seleções e clubes da Argentina, tinha sido expulso em nove. Merecidamente, admitiu. E ainda declarou: "Sabe de uma coisa? Minha avó é de lá mas eu odiava os argentinos".

Antes da partida, José Salomon, El Gran Capitan, zagueiro e ídolo da torcida argentina, ofereceu uma cesta de flores ao capitão brasileiro Domingos da Guia no centro do gramado. Mas mesmo assim o clima era de ameaças. Numa encenação montada antes, Batagliero havia desfilado de maca em redor do gramado. Dando a impressao que se dirigia aos jogadores brasileiros, a torcida gritava "Mira! Mira".

Era como se dissessem: "Vejam o que voces fizeram com ele. Daqui a pouco tem troco!" Muitos torcedores, atiçados, gritavam: "Queremos la cabeza de Chico e Procopio!".

Bola rolando, e aos 28 minutos, uma bola fora espirrada na intermediária entre Jair e Salomon. O capitão argentino entrou de carrinho para ganhar a jogada de qualquer modo. Para se defender, Jair virou o rosto e levantou a perna, e o choque foi inevitável, com a perna direita de Salomon destrocando-se na sola da chuteira de Jair. Houve fratura dupla: tibia e peronio. Salomon nunca mais se recuperou.

Vendo que o argentino Fonda vinha em sua direção para acertá-lo, Jair chispa para o vestiario. Chico foi tentar acudi-lo, segura Fonda e acaba sendo derrubado por Strembel pelas costas. De repente, ficou sozinho contra uma multidão de argentinos, soldados e jogadores. Levou pontapés, socos e, com as mãos na cabeça, defendeu-se com bravura dos golpes de sabre.

Por alguns minutos, ele viu a morte de perto. Sua sorte foi que um árbitro careca, forte e corajoso, agente da Polícia Especial do Rio de Janeiro, chamado Mário Viana invadiu o campo e abriu caminho entre os cavalos, os soldados e os jogadores argentinos. Ele nunca soube ao certo como conseguiu carregar Chico e levá-lo a salvo até o vestiário.

A noite do desespero ainda não tinha terminado. Aproveitando-se da confusão, umas 500 pessoas pularam para o campo. A policia atirou bombas de gás, mas só a muito custo elas saíram de lá.

O Brasil, que estava trancado no vestiário, não pretendia voltar. Mas o chefe do policiamento do estádio advertiu que, nesse caso, não garantiria a segurança de ninguém (juro que não entendi o porquê!). Lentamente os jogadores foram para o túnel. Chico ficou - além de ter apanhado, estava expulso, juntamente com De La Mata. Zizinho tambem havia sido expulso e foi substituído por Ademir.

Recomeçado o jogo, mal Ademir tocou na bola, levou um soco na nuca que o deixou zonzo. Ademir e ninguém do resto do time brasileiro jogou futebol.

A Argentina fez o que quis e só não marcou mais de dois gols porque não quiz. Os 2 a 0 lhe serviram para garantir o título de campeã sul-americana. E o Brasil se conformou, consciente de que tentar uma vitória equivaleria a praticar um suícidio. Há quem jure que, pelo menos em um dos gols a zaga facilitou. Alguns jogadores, inclusive, chegaram a comentar isso, logo depois que o hidroavião da Panair deixou afinal para trás o Rio da Prata e suas duras lembranças.

De subito alguem se lembrou: E o Chico?

Chico, que queria aproveitar a viagem para visitar a família, sacolejava num trem para Uruguaiana, resmungando de dor. Para evitar o pior, 12 soldados armados o escoltaram até a fronteira, onde os gaúchos o receberam como um herói de guerra.


Essa foi BEM feia! Tudo o que eu leio sobre a história do futebol sul-americano comenta sobre esse acontecimento...
Essa foi a última história que eu vou postar, talvez eu coloque mais um resuminho de algumas partidas históricas entre as duas seleções, vou pensar ainda huaauhau
E aí, gostaram?!
Achei um vídeo de um sociólogo falando sobre a rivalidade entre os dois países. Queria mesmo um historiador, mas quem mais estuda futebol é sociólogo msm (eu por exemplo sou a única que estuda isso no programa de mestrado na UEL, mas enfim...)



E uma propaganda do Mastercard Argentino, mto boa huauahauha



Por hoje tá bom né?!
Saudações corinthianas! ;*

Wednesday, March 16, 2011

Rivalidade entre Brasil e Argentina - Parte IV

Meu blogzinho querido, te abandonei de novo né?! Aii mil perdões! Mas é que meu mestrado começou e ta sendo difícil me readaptar a rotina! Mas estou de volta! =)
E agora estou de volta com a continuação da história da nossa relação com a Argentina...

1939: O pênalti sem goleiro

No "episódio" passado, falamos sobre a primeira manifestação de rivalidade forte entre o Brasil e los hermanos. Vocês acham que o Brasil ia deixar barato?! É claro que não né! O Brasil queria vinganca e marcou data e local: 15 de janeiro de 1939, em Sao Januario, pela Copa Roca. Terceira colocada na Copa do Mundo, realizada na Franca no ano anterior, a Selecao Brasileira era considerada excepcional: Batatais; Domingos e Machado; Bioró, Brandao e Medio; Luisinho, Romeu, Leonidas, Tim e Hercules (não que eu ache que vocês conheçam algum deles porque eu também não conhecia heheh).
O azar dos brasileiros era que os argentinos apresentavam uma das maiores formações que o futebol sul-americano já viu: Gualco, Montanez e Coleta; Arcadio Lopez, Rodolfi e Suarez; Peucelle, Sastre, Massantonio, Moreno e Garcia.

E o que aconteceu? O Brasil, que nunca tinha sido derrotado por ninguém dentro do país perdeu feio: 5 a 1, sendo que a reação só chegou após termos tomado 5 gols dos adversários.

Ainda bem que haveria revanche e não demorou muito. Seis dias depois, as equipes retornaram ao estádio do Vasco da Gama, completamente lotado. E não foi nada fácil: o Brasil saiu na frente, os argentinos viraram para 2 a 1, o Brasil empatou e, no finzinho, o juiz Carlos Monteiro (o mesmo dos 5 a 1), conhecido como Tijolo, marcou um daqueles pênaltis duvidosos para o Brasil, claro.
E agora? Foi? Não foi? Na dúvida, Lopez agridiu Tijolo e acabou apanhando da polícia. Em represália, os argentinos vão para o vestiário. A porta, dessa vez, estava aberta.
Sem goleiro, Peracio, que tinha entrado no lugar de Tim, bateu afinal o pênalti. Os anais do futebol atestam que o Brasil ganhou por 3 a 2. Fora registrado que os argentinos teriam desistido de jogar, o Brasil foi proclamado vencedor da IV Copa Roca, e o que é melhor, de uma maneira inédita na história do futebol sul-americano.

Cada vez mais eu vejo que essa história de dizer que nós temos rivalidade hoje em dia com a Argentina é pura mentira! O jogo de hoje não chega aos pés do que era antigamente! hauahauh
Se bem que eu achei uma matéria do Globo Esporte de 02/09/2009 que me prova exatamente o contrário...



Que coisa feia hein Luis Fabiano? Que decepção! E pensar que ele vai voltar pro SP e voltar a jogar contra Argentinos, vamos ver no que vai dar...
Pelo menos o meu time tem um histórico bom de relacionamento com Argentinos! Ficaria bem feliz se o Tévez quisesse voltar e trouxesse o amiguinho dele, o Messi. Não acharia ruim não huauahuaha
Saudações corinthianas!

Friday, March 4, 2011

Rivalidades entre Brasil e Argentina - Parte III

1937: E os brasileiros viraram macaquitos

E a lua de mel com a Argentina acabou em 1937 durante o Sul-Americano em Buenos Aires. No campeonato as seleções estavam empatadas e isso começou a criar um clima de inimizades entre elas. Os brasileiros passaram a ouvir xingamentos nas ruas ao invés de aplausos, além de serem chamados de macaquitos. Para provocar os jogadores, alguns torcedores perguntavam se existiam telefones no Rio de Janeiro, pois Buenos Aires naquela época tinha fama de capital cosmopolita, arejada, a mais importante cidade da América do Sul. Para termos uma noção, a rede de metrô era praticamente a mesma que até hoje funciona.
Na delegação brasileira o técnico Ademar Pimenta passava suas ordens ao lado de uma bandeira nacional. Alguns jogadores se contaminaram com esse fervor cívico, como se tivessem que honrar o país em campo. Tanto que o ponta Roberto declarou a rádio Cruzeiro Sul de São Paulo que daria até sua última gota de sangue pela seleção.
E quando o jogo decisivo realmente chegou o resultado foi: Tim saiu mancando, Cardeal foi carregado e maca, Bartô sentiu-se mal e Jaú lesiou o ombro e o jogo terminou sem gols. Na prorrogação, a Argentina chegou aos 2 a 0. Inconformada com um dos gols e assustada com a insegurança do estádio do San Lorenzo, a seleção brasileira tentou abandonar o campo mas a porta do vestiário estava fechada. Por muito tempo, a imprensa brasileira classificou a partida de "jogo da vergonha".
A parte da vergonha eu considero que tenha sido toda a briga que teve durante o jogo, mas não pelo fato do Brasil ter perdido (e tentado fugir), afinal quem consegue jogar bem com tanta pressão né?! Mas esse é o primeiro jogo que se tem registro que a rivalidade tenha gritado tanto entre os dois países.
Quem sempre lucra e abusa da rivalidade entre o Brasil e a Argentina é a publicidade, temos vááriosss exemplos de propagandas sempre engraçadíssimas e geralmente de cervejas, como por exemplo, essa aqui (que se não me engano foi da Copa passada):



Tem várias muito boas, conforme eu for postando vou colocando mais vídeos.
Eu tinha dito aqui que ia postar uma história sobre a rivalidade entre Brasil e Argentina por dia, masss tinha me esquecido do carnaval! Então, como eu vou viajar, volto a postar na quarta-feira, ok?!
Bom carnaval pra todo mundo! E juízo pessoal!
Saudações brasileiríssimas! ;)

Wednesday, March 2, 2011

Rivalidades entre Brasil e Argentina - Parte I

Se tem um tema que interessa a todas as pessoas que se gostam pelo menos um pouquinho de futebol é com certeza a rivalidade existente entre Brasil e Argentina. Até quem nunca assiste futebol pára na frente da tv para ver um jogo entre as dua
s seleções, mesmo se for só amistoso. Então, seria um ótimo tema para um post não é?! Não só um, mas vários. Pesquisei as raízes do motivo pelo qual
quando nós jogamos contra nuestros hermanos pega tanto fogo e encontrei algumas histórias interessantes que mostram que a rivalidade existente hoje não é NADA perto do que acontecia no início do futebol...
A rivalidade existente entre esses dois países tem raízes históricas, afinal somos os maiores e mais importantes países da América do Sul. A Argentina sempre temeu que o Brasil resolvesse tentar tomar seu território e já nos envolvemos em guerras por motivos políticos e pelo controle do rio do Prata. Enquanto as relações diplomáticas melhoraram, também as relações futebolísticas, mas não na mesma velocidade e também não
totalmente, pois se isso acontecesse, não teria mais graça nenhuma assistir aos jogos das seleções e muita gente perderia muito dinheiro.
No futebol, esse é o único campo em que o Brasil e Argentina são protagonistas e líderes internacionais (sim, é triste mas é verdade....). Das dezoito Copas realizadas, os dois países ganharam sete. E poderiam ser nove, se a Segunda Guerra Mundial não tivesse impedido a realização das Copas de 42 e 46, em que a Argentina de Di Stéfano era a favorita. Aí a rivalidade faz sentido, seja na hora de prever quem será o próximo ca
mpeão mundial, seja na escolha do melhor jogador de todos os tempos - que os argentinos são orgulhosos demais para dizer, mas sabem que na verdade é o Pelé.
Por hoje só teremos alguns dados, amanhã eu posto as historinhas. Em 114 partidas com a camisa do Brasil, por exemplo, Pelé só sofreu 12 derrotas - e quatro delas foram contra a Argentina. O jogador Jair Rosa Pinto, que atuou na década de 40 e 50, ganhou dela uma partida (por 3 a 2) e perdeu cinco (uma por 5 a 1 e outra por 6 a 1).
Enquanto eles levantaram 14 campeonatos sul-americanos, nós apenas 8, sendo que os quatro primeiros foram em casa.
É claro que quando o assunto é Copa do Mundo, a vantagem é total nossa, tanto no número de conquistas quanto no confronto direto. Nós ganhamos 5 Copas e eles somente 2 (1978 e 1986). Nelas, os eternos rivais já se cruzaram quatro vezes, com duas vitórias do Brasil, um empate e uma derrota.
A superioridade brasileira se mostra também com as conquistas de uma das personalidades mais importantes do futebol brasileiro: Zagallo. Até o confronto de 19 de abril de 1998, ele jamais havia perdido para a Argentina. Essa derrota (1 x 0) acabou com a invencibilidade de Zagallo contra países sul-americanos.
Mas a mais irrefutável demonstração de superioridade brasileira em tempos recentes encontra-se no fato que, desde 1998, quando a Argentina conquistou seu último título, o da Copa América, o Brasil já conquistou oito títulos importantes: as Copas do Mundo de 1994 e 2002, as Copas América de 1997, 1999, 2004 e 2007, e as Copas das Confederações de 1997, 2005 e 2009. Nessas conquistas, incluem-se três vitórias sobre a Argentina na final, sendo duas delas por goleada.
Sim, a disputa é acirrada, mas o Brasil é melhor. Logo mais eu escrevo as tais histórias sobre o início de toda rivalidade.


Então, é mentira que não tem Argentino por aqui, eu conheço vááriossss huauhauha
Saudações Corinthianas! ;*

Friday, February 11, 2011

Seleção Brasileira: Vestida para ganhar

Depois de ver a estréia da nova camisa da seleção brasileira tive a idéia de escrever sobre a história das camisas e me espantei. Sabia que elas haviam sido muitas, mas não imaginava no número: mais de 30 modelos em 92 anos de história. Algumas tiveram vida mais longa, como a amarela, e outras foram mais efêmeras, como a vermelha de 1917.


1914 - Estréia no Rio

A seleção fez seu primeiro jogo oficial (em que reuniu boleiros de São Paulo e do Rio de Janeiro) contra o inglês Exeter City em 21 de julho de 1914, no Rio de Janeiro. Venceu por 2 x 0 e usou um uniforme todo branco com uma faixa azul na manga.


1916 - Veto na amarela

No 1º Sulamericano, na Argentina, o Brasil usou uma camisa listrada de verde e amarelo, que teve vida curta, pois a aristocracia não admitia que o uniforme do futebol, que era considerado já um “esporte de vagabundos”, levasse as cores principais da bandeira.




1917 - Por sorteio

No 2º Campeonato Sulamericano, no Uruguai, a seleção da casa e o Chile, assim como o Brasil, usavam camisas brancas. Num sorteio, o Brasil teve que trocar sua cor. O único jogo de camisas disponível nas lojas de Montevidéu era o vermelho – usado por nós sem escudo mesmo.


1919 - Branca micada

O uniforme branco e azul foi criado para o 3º Sulamericano, em que o Brasil foi campeão. A combinação também foi usada nas Copas de 1930, 34 e 38. Na Copa de 1950, perdemos a final para o Uruguai no Maracanã, 2 x 1, de virada. Assim, a camisa branca foi aposentada para sempre, pois teria azarado o jogo da final. O brasil jogou de camisas brancas com colarinho azul durante toda a Copa do Mundo de 1950. Além de todos os culpados possíveis as cores também foram incluídas. Foram consideradas insuficientemente nacionalístas. Para o jornal carioca Correio da Manhã o uniforme branco sofria de "falta de simbolismo moral e psicológico".




1954 - A canarinho

Após a derrota de 50, um concurso foi feito para a escolha do novo uniforme. Com o apoio da Confederação Brasileira de Desportos, entidade então responsável pelo futebol brasileiro, o jornal lançou um concurso para a criação de um novo uniforme usando todas as cores da bandeira brasileira. A seleção usaria o projeto vencedor na Copa do Mundo de 1954, na Suíça. O vencedor foi Aldyr Garcia Schlee, 19 anos, gaúcho de Pelotas, que trabalhava em um jornal local. O próprio Aldyr escandalizou-se com o projeto (até então nenhum time usava quatro cores juntas no mesmo uniforme). Após desenhar centenas de modelos, finalmente Aldyr desenhou um modelo que, para ele, era o "menos feio"...vejam como são as coisas...não é que foi esse o modelo vencedor. Concorrendo com mais de trezentos outros projetos de todo o país. O modelo vencedor era assim: camisa amarela com colarinho e punhos verdes; calções azuis com uma faixa vertical branca; meias brancas com detalhes em verde e amarelo. Como não tinha o tom correto de azul celeste da bandeira, Aldyr usou o que tinha-azul-cobalto-que foi fielmente reproduzido e continua no uniforme até hoje. O Brasil estreou o novo uniforme no Maracanã, no dia 14 de Março de 1954, numa vitória sobre de 1x0 sobre o Chile.




1958 - Cor da sorte

Na Copa da Suécia, o Brasil só levou a camisa amarela. Na final contra os suecos, também de amarelo, a seleção teve de procurar outra cor. Não tendo preparado um uniforme reserva, o Brasil recortou os escudos de suas camisas amarelas e os custurou sobre um jogo de camisas azuis compradas de última hora em uma feira livre de Estocolmo. O primeiro título mundial conquistado a consolidou como a número 2. (A justificativa para a azul: a cor era a mesma do manto de Nossa Senhora).


1978 - Com listras

O Brasil assina um contrato com a Adidas para o fornecimento de material esportivo. O uniforme continua com suas cores, mas as mangas ganham três listras verdes. Na Copa somos os “campeões morais” – apesar de invictos, ficamos em terceiro lugar.

Camisa do tricampeonato mundial de futebol em 1970


Uniforme de 1978


1980 - Ramo de café

A sigla CBD é substituída pela sigla CBF (Confederação Brasileira de Futebol). A nova entidade passa a gerir apenas o futebol. A Topper passa a produzir os uniformes e pela primeira vez aparece estampada uma logomarca de um patrocinador, o Instituto Brasileiro do Café (IBC).



Camisa do "quase-título" de 1982


1994 - Marca-d’água

Mais uma troca de fornecedor. Agora é a vez da inglesa Umbro. A nova camisa deu sorte. Logo na primeira Copa, o Brasil, de Romário, sagrou-se campeão. A camisa da Copa de 94, nos Estados Unidos, trazia uma marca-d’água na frente com o escudo da CBF.

Camisa da Copa de 1990


Camisa do Tetracampeonato em 94


2006 - Amarela básica

A gigante Nike – que assinara com a CBF em 1996 – faz uma camisa com grafismos no ano do penta, 2002. Em fevereiro de 2006, sai a da Copa da Alemanha: uma amarelinha mais básica. Em abril, o contrato foi renovado até 2018, a 12 milhões de dólares por ano.


Camisa da Tetracampeonato de 1998


Camisa do Penta em 2002




Copa de 2006




Copa de 2010




Camisa de 2011


Só eu que achei essa camisa nova HORRÍVEL?? O que o designer que desenhou ela estava pensando? Será que ele realmente achou que ficaria legal essa faixa no meio do peito??
Essa é a pior pra mim... Tirando ela, gosto de todas. Apesar de preferir a amarela, também gosto de azul, quando jogamos com ela geralmente nos damos bem.
Queria que voltássemos a usar modelos mais antigos, acho que ficaria bem legal.
E você, o que achou? Qual é a sua preferida?

Saudações corinthianas!
Beiijoss ;*

PS: Que vergonha o jogo contra a França hein?! 20 anos sem ganhar dela! Feio demais!

Wednesday, September 15, 2010

Sou Ronaldo

No post passado eu falei sobre um ídolo do tênis e percebi que não posso prosseguir com esse blog sem falar de um ídolo do futebol, afinal é sobre isso que eu mais tenho falado aqui não é?!
E quem seria esse ídolo?! Eu já falei sobre ele aqui...
O Ronaldo, é claro. Difícil essa hauahaua
Ronaldo Luís Nazário de Lima, nascido em 22 de Setembro de 1976 no Rio de Janeiro. Jogou no Cruzeiro, no PSV Eindhoven, Barcelona, Internazionale, Real Madri, Milan e Corínthians.
Participou de 4 Copas do Mundo, vencendo duas. É o maior artilheiro da história das Copas, com 15 gols. Foi considerado o melhor jogador do mundo por 3 vezes, sendo o mais novo a ganhar o prêmio (com 20 anos em 1996) e o primeiro a ganhar duas vezes consecutivas (96 e 97).
Enfim, é um belo de um jogador, um fenômeno. Mas o que sempre me impressionou nele não é tanto os títulos, mas sim a capacidade dele de se superar. Pensem vocês, depois de tantas lesões, tantas cirurgias, ele ainda está jogando. Se pobres mortais como nós, se temos que passar por uma cirurgia, não nos atrevemos nem a subir escada mais, imaginem ele que voltou a jogar futebol profissionalmente, no mesmo nível que jogava antes. Isso não é pra qualquer um, definitivamente.
Quando ninguém acreditava nele, depois de 1 ano se recuperando de lesões, acima do peso, ele ganha a Copa de 2002, sendo o artilheiro dela. Eu lembro muito bem dessa Copa. Nunca duvidei que ele faria a diferença.
Assim como não duvidei quando ele chegou no Corínthias. Lembro que eu estava nos EUA quando soube que o Timão tinha o contratado. Eu era a única corinthiana de um grupo de 20 pessoas mais ou menos. Eu avisei que os times de todos eles estavam ferrados. Nós só tínhamso contratado o melhor jogador de todos os tempos. Eles me zuaram um pouco, dizendo que ele estava gordo, mas eu consegui sentir uma pontinha de medo neles. Senti medo dos adversários também, que só de cruzar com ele no campo, já tremiam as pernas.
Acho um absurdo os jornalistas que metem a boca nele e depois quando ele faz algo extraordinário ficam pagando pau. Como o Ronaldo mesmo diz, quando ele tá fazendo gol e ganhando, ele é lindo e magro. Quando ele não está, é gordo e feio. Mas de certa forma, acho que as críticas servem de estímulo pra ele. Nada melhor do que calar a boca de quem não sabe o que está dizendo. Ele deve adorar fazer isso, principalmente porque tem noção do seu potencial.
Vi uma entrevista esses dias com o presidente do Corínthians (não lembro o nome dele, sorry) dizendo que ele agrega muito valor e torcedores ao time, pois mesmo que a pessoa não goste do Corínthians, torce pro Ronaldo, às vezes até assiste jogo por causa dele. Ele é assim, mesmo com momentos polêmicos, ele tem um carisma tão grande, que faz até Palmeirense e Santista assistir jogo do seu maior inimigo huauahau
Lembro de quando ele fez o primeiro gol no Conrínthians, de ter derrubado a tela de proteção que separava a torcida do campo, de levar cartão amarelo por isso, só porque foi comemorar com a torcida. Fazia 1 ano que ele não fazia um gol e deu pra ver na cara dele a felicidade estampada. O mundo todo falou desse gol dele, porque o mundo inteiro aprendeu a acompanhar os milagres que ele faz dentro de campo. Depois de tudo o que ele conquistou, é incrível como ele consegue ficar feliz com 1 gol no campeonato paulista. Outra coisa que eu admiro nele, ele me parece ser bastante humilde. Isso no mundo do futebol é bem raro né.
Para encerar, vou colocar uma música que um Flamengista fez pra ele, depois de ter feito esse primeiro gol no Timão. Só ele mesmo pra conseguir um feito desse hehehe

Sou Ronaldo
Marcelo D2

Sou Ronaldo
Muito prazer em conhecer
Eu sou Fenômeno
Ronaldo Nazário dos Campos
E quero muito agradecer a Deus por ter me escolhido no meio de tantos
Igual a todo brasileiro eu sou guerreiro
Às vezes caio, mas eu me levanto
Mas eu me levanto
é parceiro, mas eu me levanto

Sou Ronaldo
O desafio sempre esteve e estará em minha vida
E eu já nem me espanto
E se o mundo é uma bola, a gente tem que entrar de sola pra ganhar o campo
Eu não me intimido e parto pra cima
E só me contento ao ouvir a galera entoando esse canto

ô ô ô ô ô Ronaldo é Goooooool
ô ô ô ô ô Ronaldo é Goooooool

Sou Ronaldo
Nasci no Rio de Janeiro
Alô-alô, Bento Ribeiro, minha área
Eu sou Ronaldo
Jogo na linha, a nove é minha
Ninguém tasca eu vi primeiro
Artilheiro, eu sou Ronaldo
O meu desejo é ser criança
E não perder a esperança de ver o jogo mudar
Eu sou Ronaldo
A minha fome é de bola
A minha sede é de gol
Balança a rede, eu sou Ronaldo
Sou de suar minha camisa
Conquistar minha divisa
Eu já provei que eu sou Ronaldo
E se você não acredita que eu não sou de fazer fita
É só esperar pra ver

ô ô ô ô ô Ronaldo é Goooooool
ô ô ô ô ô Ronaldo é Goooooool

E quando o tempo é de Copa
Os gringo fica ligado
Mais de 170 milhões sou Ronaldo
R9, todo mundo sabe:
Homem-gol!
Tu é Ronaldo, o Brasil é e eu também sou
Qualquer problema, meu cumpade
Tiro de letra
Tô sempre pronto
Já ouviu?
A pátria tá de chuteira
Perrengue a gente passa
Eu nunca tô de bobeira
A bola quica
Eu pego ela de primeira

ô ô ô ô ô Ronaldo é Goooooool
ô ô ô ô ô Ronaldo é Goooooool

ô ô ô ô ô Ronaldo é Goooooool
ô ô ô ô ô Ronaldo é Goooooo
ol

http://www.vagalume.com.br/marcelo-d2/sou-ronaldo.html#ixzz0zcn9c0Mb

Eu já disse isso aqui, pra mim ele é o melhor jogador do mundo e da história. Tá, o Pelé é foda. Mas o Ronaldo ta pau a pau pra mim =)
Livro de hoje: A dança dos deuses: futebol, sociedade e cultura - Hilário Franco Júnior
Saudações Corinthianas!
;*