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Tuesday, January 18, 2011

Confusões de início de ano

Todo início de ano é um caos. É assim pra mim, pro Ronaldinho Gaúcho, pro Flamengo, Grêmio, enfim, pra todo mundo. Enquanto uns tentam resolver onde vão trabalhar baseados em quantos milhões de reais vão ganhar, eu tenho uns problemas caóticos mais mundanos.
Apesar de beeem distante da realidade desses jogadores, eu tenho algo em comum com eles: eu cresci rápido demais. Os jogadores começam suas carreiras cada vez mais cedo e quando se é muito bom com 18 anos já estão jogando num super time na Europa ganhando um super salário. Isso deixa eles meio perturbados, afinal eles pularam uma fase da vida. Não é a toa que tem uns Adrianos por aí que depois de velhos resolvem festar e curtir a vida que nem um irresponsável. Eles, com pouca idade, tiveram que lidar com responsabilidades que não são comuns a pessoas de sua idade.
Tá, vocês vão pensar que isso não tem nada haver comigo, mas tem sim, já vou explicar. É que eu me identifico porque também comecei muito cedo a ter responsabilidades e fazer coisas que as pessoas da minha idade não fazem. Por exemplo: entrei na faculdade com 17 anos. Com 21 já estava formada e trabalhando. Com 22 já estou fazendo mestrado. Para a maioria das pessoas isso é ótimo, estou aproveitando muito bem meu tempo, com 30 anos já terei meu Doutorado, quem sabe até concursada, ganhando relativamente bem (relativamente porque professor nunca ganha bem de verdade). Eu sempre achei que ser adiantada era algo bom também, mas ultimamente tenho mudado um pouco de idéia...
Estou percebendo que ninguém da minha idade é assim. Ninguém (ou quase ninguém) entrou na faculdade com 17 anos. Ninguém terminou com 21. Ninguém com 22 anos já se fez especialização e agora ta fazendo mestrado. Ta faltando alguém pra me identificar sabe?! Pra me dizer que isso tudo é normal.
Quando vejo alguém com 20 anos entrando na faculdade, penso: mas como ela conseguiu? Com 20 eu já estava me formando! Mas isso tudo é com uma pontinha de inveja. Queria não ter ido tão rápido, queria ter aproveitado quando eu ainda era uma "adolescente". Quando eu só estudava e ia pras festinhas. Porque agora eu não tenho tempo pra sair, só pra estudar e trabalhar. Não tenho tempo nem pra namorar.
Ahh, namorar! Aí um outro tópico complicado. Namorar quem? Meus colegas de trabalho que tem tudo 30 e poucos anos com os quais não me identifico nem um pouco? Que gostam de Roupa Nova, Bee Gees, assistiram TV Pirata e querem casar nos próximos 5 anos? Com o povo da minha idade que ainda ta na faculdade, não tem carro e ainda vai em festa de República?! Ou talvez com os meninos mais novos, que sabe-se la porque são sempre os que aparecem como opção. Às vezes, a diferença de idade nem é tão grande, mas como eu sou a senhorita apressada, que pulou todas as etapas possíveis, as diferenças de experiência de vida são gigantescas. Eles são lindos, fofos, mas como ficar com alguém que tá entrando na faculdade ainda?! Estamos em 2011 e eu terminei meu curso em 2009! É muita diferença.
Então, se você estiver lendo esse post e tem entre 21 e 25 anos e está na mesma situação que eu, gostaria muito de te conhecer. To me sentindo numa crise de jogador de futebol que começou a jogar muito cedo. Daqui a pouco jogo tudo pra cima e vou voltar a ser uma adolescente irresponsável. E dane-se o que vão achar. O Adriano, o Ronaldo, o Neymar podem, porque eu não!?
Saudações corinthianas!
E vamo que vamo Timão! =)

Monday, December 20, 2010

Retrospectivas de final de ano

Sim, depois de algum tempo eu voltei. Como já disse anteriormente, estava trabalhando demais e não tinha tempo de postar aqui. São tantos os temas que eu gostaria de ter falado aqui que nem se eu quisesse ia conseguir, então resolvi fazer uma retrospectiva de final de ano, comentando os principais acontecimentos da minha vida, do mundo e do futebol, assim abordarei tudo o que eu queria dizer =)
Eis que o ano começou. Era um ano de muitas promessas, seria um grande ano. Eu começaria o ano solteira depois de alguns anos namorando. Estava formada, trabalhando num grande colégio (não na minha área...) e esperava ser efetivada no cargo. Ou seja, muito deveria ser definido nesse ano.
Seria um grande ano pro meu time também, o tão aguardado Centenário. Apesar de todas as piadas contra, eu realmente achava que conseguiríamos, não todosss os títulos, mas pelo menos alguns, tipo a Libertadores e o Brasileiro.
E se no começo do ano alguém me disesse que o ano acabaria do jeito que acabou, eu ficaria absurdamente surpresa. O ano não foi nada do que eu imaginei e isso definitivamente não foi nada ruim
É, meu time não ganhou nada do que tinha se proposto e nesse aspecto foi algo muitíssimo triste. Perder a Libertadores foi um dos dias mais tristes da minha vida. Foi extremamente aguniante ver aquele último jogo. E como eu sou uma pessoa sempre muito esperançosa, esperei até o último minuto pra ver o que ia acontecer. Assim como eu fiz no final do campeonato brasileiro. Já contei como eu assisti ao último jogo do campeonato brasileiro?! Não né?! Vou contar.
Eu queria assistir o jogo com alguém, não em casa sozinha. Antigamente eu iria para um bar assistir com uma amiga minha (ou até uns amigos que na verdade queriam ser mais que amigos), mas não mais, não sentia que devia fazer isso. Por isso, falei com a minha amiga Melina e fui pra casa do namorado dela, que mora com mais dois meninos que também são corinthianos (e gen, mas isso eu explico depois o que é). Cheguei lá debaixo da maior chuva. A TV aberta não estava passando o jogo, o rádio não estava sintonizando, e acabamos ouvindo o jogo do Corínthians na rádio Terra no notebook do Luís e vendo o jogo do Fluminense na TV. Eu poderia ter ficado frustrada mas não fiquei, afinal estava entre amigos e isso bastava. E foi bom até, acho que se tivesse visto as imagens do jogo teria tido um ataque cardíaco. Aquele jogo foi BEM frustrante.
Pra minha surpresa nem tive que aguentar muita zoação do povo no outro dia. Eu dou aula sempre com uma garrafinha do Corínthians e nenhum aluno meu disse nada. Ta certo que a maioria deles é corinthiano, mas sempre tem um zé graça que abre a boca. Acho que eles sentiram a minha dor e ficaram com dó de mim.
Eu cheguei a uma conclusão sobre o campeonato brasileiro: é um campeonato muito longo. Era muito melhor quando ele era eliminatório. É muiitooo tempo de jogo, é muita coisa acontecendo, muitas possibilidades, muito drama. A vida já é assim, o futebol deveria ser diferente.
Mas enquanto o campeonato pareceu longo, o meu ano pessoal passou voando. Quando eu penso nas mudanças que ocorreram fico surpresa, de verdade. Tudo começou na Experiência de Oração que eu fui do grupo Dom Bosco Júnior. Era lá que tudo mudaria.
Logo eu estaria frequentando o grupo, o crescimento e voltaria para um outro grupo que eu já havia participado antes: o Movimento dos Focolares. Eles foram me moldando, me modificando, me mostrando como agir, me completando e me fazendo uma pessoa muito mais feliz do que eu era antes. Mudei tanto que abri mão de velhos hábitos (e antigas pessoas e relacionamentos) que eu imaginei que nunca conseguiria me desvincular. Eu consegui porque não estava sozinha.
No meio do ano tive a melhor experiência da minha vida, o Glocalcity. Jovens de várias partes do mundo vieram conhecer os projetos sociais do Focolare aqui no Brasil. Um grupo veio para SP e outro pra Recife. Eu fui chamada pra representar o Brasil em SP. Foi perfeito! Aprendi mais do que em qualquer outra experiência minha. É claro que nem tudo são flores, tive que abrir mão de algumas coisas que estavam aqui em Londrina. Mas foi aí que aprendi a viver a vontade de Deus SEMPRE!
E desde que eu voltei o ano voou, mas voou demaisss! Quando eu vi estava indo pro acampamento do Dom Bosco e 1 semana depois estava empregada. O emprego que eu tanto quis, tanto rezei e foi a experiência mais difícil pela qual eu passei. Gente, foi tenso! Por isso eu sumi, tudo o que eu fiz desde Setembro foi trabalhar. Saí pouquíssimo, não me envolvi com ninguém, mas valeu muito a pena. As aulas acabaram e eu senti uma satisfação muito grande por ter feito o meu melhor. É claro que eu tenho muito o que melhorar, mas eu fiz o meu melhor e consegui terminar o ano sabe?! Foi muito bom!
Esse emprego foi algo inesperadamente bom, assim como todas as outras mudanças. Os amigos que eu fiz, as pessoas que conheci, até as decepções que eu tive, me fizeram uma Talita completamente diferente da Talita que começou o ano. O Corínthians pode não ter ganhado nada, apesar disso, foi um dos melhores anos da minha vida.
O ano de 2010 vai ser lembrado como o ano em que tudo aconteceu e vai deixar a esperança de que 2011 seja igual. O ano é longo mas é também cheio de possibilidades. Eu tenho milhões de dúvidas de como vai ser ano que vem, mas tenho a certeza de que vai ser muito bom. Como eu sei?! Porque desde o momento que eu passei a agir de acordo com a vontade de Deus, que sabe o que é melhor pra mim, as coisas passaram a dar certo. É claro que nem tudo são flores, mas acredito que é mais por minha causa em tomar o caminho errado, do que por culpa dEle.
Como eu tenho a intenção de me manter no mesmo caminho, espero um ano de 2011 maravilhoso e cheio de possibilidades e mudanças. Quem sabe o Corínthians até ganha alguma coisa?! Aí sim, seria um ano PERFEITO! A virada de ano já vai ser incrível: na Mariápolis Ginetta com TODOS os gen do Brasil! =D

Até mais pessoal! Provavelmente até ano que vem, pois quinta vou pra praia!
Beijãoo
Saudações Corinthianas!

Pra quem quiser saber mais sobre o Movimento dos Focolares: http://www.focolare.org/home.php?lingua=PT
E pra quem ficou curioso pra saber o que significa gen: é um termo utilizado para denominar os jovens do movimento. Significa Geração Nova. Eu sou uma Gen 2 (a partir dos 18 anos), mas tb temos gen4 (crianças) e gen3 (adolescentes).