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Wednesday, March 16, 2011

Rivalidade entre Brasil e Argentina - Parte IV

Meu blogzinho querido, te abandonei de novo né?! Aii mil perdões! Mas é que meu mestrado começou e ta sendo difícil me readaptar a rotina! Mas estou de volta! =)
E agora estou de volta com a continuação da história da nossa relação com a Argentina...

1939: O pênalti sem goleiro

No "episódio" passado, falamos sobre a primeira manifestação de rivalidade forte entre o Brasil e los hermanos. Vocês acham que o Brasil ia deixar barato?! É claro que não né! O Brasil queria vinganca e marcou data e local: 15 de janeiro de 1939, em Sao Januario, pela Copa Roca. Terceira colocada na Copa do Mundo, realizada na Franca no ano anterior, a Selecao Brasileira era considerada excepcional: Batatais; Domingos e Machado; Bioró, Brandao e Medio; Luisinho, Romeu, Leonidas, Tim e Hercules (não que eu ache que vocês conheçam algum deles porque eu também não conhecia heheh).
O azar dos brasileiros era que os argentinos apresentavam uma das maiores formações que o futebol sul-americano já viu: Gualco, Montanez e Coleta; Arcadio Lopez, Rodolfi e Suarez; Peucelle, Sastre, Massantonio, Moreno e Garcia.

E o que aconteceu? O Brasil, que nunca tinha sido derrotado por ninguém dentro do país perdeu feio: 5 a 1, sendo que a reação só chegou após termos tomado 5 gols dos adversários.

Ainda bem que haveria revanche e não demorou muito. Seis dias depois, as equipes retornaram ao estádio do Vasco da Gama, completamente lotado. E não foi nada fácil: o Brasil saiu na frente, os argentinos viraram para 2 a 1, o Brasil empatou e, no finzinho, o juiz Carlos Monteiro (o mesmo dos 5 a 1), conhecido como Tijolo, marcou um daqueles pênaltis duvidosos para o Brasil, claro.
E agora? Foi? Não foi? Na dúvida, Lopez agridiu Tijolo e acabou apanhando da polícia. Em represália, os argentinos vão para o vestiário. A porta, dessa vez, estava aberta.
Sem goleiro, Peracio, que tinha entrado no lugar de Tim, bateu afinal o pênalti. Os anais do futebol atestam que o Brasil ganhou por 3 a 2. Fora registrado que os argentinos teriam desistido de jogar, o Brasil foi proclamado vencedor da IV Copa Roca, e o que é melhor, de uma maneira inédita na história do futebol sul-americano.

Cada vez mais eu vejo que essa história de dizer que nós temos rivalidade hoje em dia com a Argentina é pura mentira! O jogo de hoje não chega aos pés do que era antigamente! hauahauh
Se bem que eu achei uma matéria do Globo Esporte de 02/09/2009 que me prova exatamente o contrário...



Que coisa feia hein Luis Fabiano? Que decepção! E pensar que ele vai voltar pro SP e voltar a jogar contra Argentinos, vamos ver no que vai dar...
Pelo menos o meu time tem um histórico bom de relacionamento com Argentinos! Ficaria bem feliz se o Tévez quisesse voltar e trouxesse o amiguinho dele, o Messi. Não acharia ruim não huauahuaha
Saudações corinthianas!

Friday, March 4, 2011

Rivalidades entre Brasil e Argentina - Parte III

1937: E os brasileiros viraram macaquitos

E a lua de mel com a Argentina acabou em 1937 durante o Sul-Americano em Buenos Aires. No campeonato as seleções estavam empatadas e isso começou a criar um clima de inimizades entre elas. Os brasileiros passaram a ouvir xingamentos nas ruas ao invés de aplausos, além de serem chamados de macaquitos. Para provocar os jogadores, alguns torcedores perguntavam se existiam telefones no Rio de Janeiro, pois Buenos Aires naquela época tinha fama de capital cosmopolita, arejada, a mais importante cidade da América do Sul. Para termos uma noção, a rede de metrô era praticamente a mesma que até hoje funciona.
Na delegação brasileira o técnico Ademar Pimenta passava suas ordens ao lado de uma bandeira nacional. Alguns jogadores se contaminaram com esse fervor cívico, como se tivessem que honrar o país em campo. Tanto que o ponta Roberto declarou a rádio Cruzeiro Sul de São Paulo que daria até sua última gota de sangue pela seleção.
E quando o jogo decisivo realmente chegou o resultado foi: Tim saiu mancando, Cardeal foi carregado e maca, Bartô sentiu-se mal e Jaú lesiou o ombro e o jogo terminou sem gols. Na prorrogação, a Argentina chegou aos 2 a 0. Inconformada com um dos gols e assustada com a insegurança do estádio do San Lorenzo, a seleção brasileira tentou abandonar o campo mas a porta do vestiário estava fechada. Por muito tempo, a imprensa brasileira classificou a partida de "jogo da vergonha".
A parte da vergonha eu considero que tenha sido toda a briga que teve durante o jogo, mas não pelo fato do Brasil ter perdido (e tentado fugir), afinal quem consegue jogar bem com tanta pressão né?! Mas esse é o primeiro jogo que se tem registro que a rivalidade tenha gritado tanto entre os dois países.
Quem sempre lucra e abusa da rivalidade entre o Brasil e a Argentina é a publicidade, temos vááriosss exemplos de propagandas sempre engraçadíssimas e geralmente de cervejas, como por exemplo, essa aqui (que se não me engano foi da Copa passada):



Tem várias muito boas, conforme eu for postando vou colocando mais vídeos.
Eu tinha dito aqui que ia postar uma história sobre a rivalidade entre Brasil e Argentina por dia, masss tinha me esquecido do carnaval! Então, como eu vou viajar, volto a postar na quarta-feira, ok?!
Bom carnaval pra todo mundo! E juízo pessoal!
Saudações brasileiríssimas! ;)

Thursday, March 3, 2011

Rivalidades entre Brasil e Argentina - Parte II

1914: O primeiro jogo oficial

Continuando com os posts sobre a história da rivalidade entre Brasil e Argentina, vou falar sobre o primeiro jogo oficial entre as duas seleções.
Pode parecer estranho, e é mesmo, mas no início os jogos eram disputados no maior clima de cordialidade. Quando a Copa Roca surgiu em 1913, as seleções levavam a sério o objetivo de seu criador, o tenente-geral Julio Roca, que seria de que a competição servisse "para estímulo da juventude que em nossos países cultiva esse nobilíssimo esporte".
No ano seguinte, em 1914, os brasileiros foram recebidos com flores em Buenos Aires. No dia 20 de setembro, disputaram um amistoso na capital, que terminou com uma vitória platina tranquila por 3 a zero.
No dia 27 foi realizado o primeiro jogo oficial entre Brasil e Argentina no Gymnasia y Esgrima de La Plata, disputa da Copa Roca. O primeiro gol foi de Rubens Salles, jogador brasileiro. No segundo tempo, o argentino Leonardi dominou a bola com a mão e marcou o gol de empate. O árbitro BRASILEIRO Alberto Borgerth (que fora dos campos era cirurgião) validou o lance.
Nenhum argentino comemorou o gol. O capitão argentino Gallup Lanus, a frente de outros jogadores comunicou ao dr. Borgeth que, como lance fora irregular, seu time não aceitaria a marcação. O jogo terminou com o Brasil vencedor e sendo invadido por milhares de jogadores que carregaram nos ombros o goal-keeper (naquela época utilizava-se muitos termos em inglês no futebol) brasileiro Marcos Mendonça.
Vocês, assim como eu, perceberam uma discrepância existente entre aquela época com a atualidade? Quer dizer, atualidade não, com alguns anos atrás, mas especificamente com a final da Copa de 1986. Parece que fazer gol com a mão faz parte da tradição, do sangue argentino, mas pelo menos eles eram honestos né?! Imagina que o Maradona ia fazer o mesmo que o Lanus fez... huauahauha

Bom, esse primeiro episódio foi tranquilo, mas preparem-se que a coisa vai ficar feia, sangrenta até! hauahuah
E essa história de rivalidade entre Brasil e Argentina e gol que não valeu me lembrou de uma reportagem que a Central da Copa fez na Copa do ano passado afirmando que TODOS os gols da Argentina foram irregulares, é muuuiiitoooooooooo bom! E depois ainda tem a contaminação que os brasileiros estavam passando, pois estavam torcendo pra Argentina huauahauh


E como previu Caio Ribeiro, o Argentina perdeu... Mas eu nem consegui zuar muito os meus amigos argentinos, fiquei com peninha... Mentira, eu só não zuei pessoalmente porque pelas costas... huuahuahuahauhaua
Saudações brasileiríssimas! ;*

Wednesday, March 2, 2011

Rivalidades entre Brasil e Argentina - Parte I

Se tem um tema que interessa a todas as pessoas que se gostam pelo menos um pouquinho de futebol é com certeza a rivalidade existente entre Brasil e Argentina. Até quem nunca assiste futebol pára na frente da tv para ver um jogo entre as dua
s seleções, mesmo se for só amistoso. Então, seria um ótimo tema para um post não é?! Não só um, mas vários. Pesquisei as raízes do motivo pelo qual
quando nós jogamos contra nuestros hermanos pega tanto fogo e encontrei algumas histórias interessantes que mostram que a rivalidade existente hoje não é NADA perto do que acontecia no início do futebol...
A rivalidade existente entre esses dois países tem raízes históricas, afinal somos os maiores e mais importantes países da América do Sul. A Argentina sempre temeu que o Brasil resolvesse tentar tomar seu território e já nos envolvemos em guerras por motivos políticos e pelo controle do rio do Prata. Enquanto as relações diplomáticas melhoraram, também as relações futebolísticas, mas não na mesma velocidade e também não
totalmente, pois se isso acontecesse, não teria mais graça nenhuma assistir aos jogos das seleções e muita gente perderia muito dinheiro.
No futebol, esse é o único campo em que o Brasil e Argentina são protagonistas e líderes internacionais (sim, é triste mas é verdade....). Das dezoito Copas realizadas, os dois países ganharam sete. E poderiam ser nove, se a Segunda Guerra Mundial não tivesse impedido a realização das Copas de 42 e 46, em que a Argentina de Di Stéfano era a favorita. Aí a rivalidade faz sentido, seja na hora de prever quem será o próximo ca
mpeão mundial, seja na escolha do melhor jogador de todos os tempos - que os argentinos são orgulhosos demais para dizer, mas sabem que na verdade é o Pelé.
Por hoje só teremos alguns dados, amanhã eu posto as historinhas. Em 114 partidas com a camisa do Brasil, por exemplo, Pelé só sofreu 12 derrotas - e quatro delas foram contra a Argentina. O jogador Jair Rosa Pinto, que atuou na década de 40 e 50, ganhou dela uma partida (por 3 a 2) e perdeu cinco (uma por 5 a 1 e outra por 6 a 1).
Enquanto eles levantaram 14 campeonatos sul-americanos, nós apenas 8, sendo que os quatro primeiros foram em casa.
É claro que quando o assunto é Copa do Mundo, a vantagem é total nossa, tanto no número de conquistas quanto no confronto direto. Nós ganhamos 5 Copas e eles somente 2 (1978 e 1986). Nelas, os eternos rivais já se cruzaram quatro vezes, com duas vitórias do Brasil, um empate e uma derrota.
A superioridade brasileira se mostra também com as conquistas de uma das personalidades mais importantes do futebol brasileiro: Zagallo. Até o confronto de 19 de abril de 1998, ele jamais havia perdido para a Argentina. Essa derrota (1 x 0) acabou com a invencibilidade de Zagallo contra países sul-americanos.
Mas a mais irrefutável demonstração de superioridade brasileira em tempos recentes encontra-se no fato que, desde 1998, quando a Argentina conquistou seu último título, o da Copa América, o Brasil já conquistou oito títulos importantes: as Copas do Mundo de 1994 e 2002, as Copas América de 1997, 1999, 2004 e 2007, e as Copas das Confederações de 1997, 2005 e 2009. Nessas conquistas, incluem-se três vitórias sobre a Argentina na final, sendo duas delas por goleada.
Sim, a disputa é acirrada, mas o Brasil é melhor. Logo mais eu escrevo as tais histórias sobre o início de toda rivalidade.


Então, é mentira que não tem Argentino por aqui, eu conheço vááriossss huauhauha
Saudações Corinthianas! ;*

Friday, February 11, 2011

Seleção Brasileira: Vestida para ganhar

Depois de ver a estréia da nova camisa da seleção brasileira tive a idéia de escrever sobre a história das camisas e me espantei. Sabia que elas haviam sido muitas, mas não imaginava no número: mais de 30 modelos em 92 anos de história. Algumas tiveram vida mais longa, como a amarela, e outras foram mais efêmeras, como a vermelha de 1917.


1914 - Estréia no Rio

A seleção fez seu primeiro jogo oficial (em que reuniu boleiros de São Paulo e do Rio de Janeiro) contra o inglês Exeter City em 21 de julho de 1914, no Rio de Janeiro. Venceu por 2 x 0 e usou um uniforme todo branco com uma faixa azul na manga.


1916 - Veto na amarela

No 1º Sulamericano, na Argentina, o Brasil usou uma camisa listrada de verde e amarelo, que teve vida curta, pois a aristocracia não admitia que o uniforme do futebol, que era considerado já um “esporte de vagabundos”, levasse as cores principais da bandeira.




1917 - Por sorteio

No 2º Campeonato Sulamericano, no Uruguai, a seleção da casa e o Chile, assim como o Brasil, usavam camisas brancas. Num sorteio, o Brasil teve que trocar sua cor. O único jogo de camisas disponível nas lojas de Montevidéu era o vermelho – usado por nós sem escudo mesmo.


1919 - Branca micada

O uniforme branco e azul foi criado para o 3º Sulamericano, em que o Brasil foi campeão. A combinação também foi usada nas Copas de 1930, 34 e 38. Na Copa de 1950, perdemos a final para o Uruguai no Maracanã, 2 x 1, de virada. Assim, a camisa branca foi aposentada para sempre, pois teria azarado o jogo da final. O brasil jogou de camisas brancas com colarinho azul durante toda a Copa do Mundo de 1950. Além de todos os culpados possíveis as cores também foram incluídas. Foram consideradas insuficientemente nacionalístas. Para o jornal carioca Correio da Manhã o uniforme branco sofria de "falta de simbolismo moral e psicológico".




1954 - A canarinho

Após a derrota de 50, um concurso foi feito para a escolha do novo uniforme. Com o apoio da Confederação Brasileira de Desportos, entidade então responsável pelo futebol brasileiro, o jornal lançou um concurso para a criação de um novo uniforme usando todas as cores da bandeira brasileira. A seleção usaria o projeto vencedor na Copa do Mundo de 1954, na Suíça. O vencedor foi Aldyr Garcia Schlee, 19 anos, gaúcho de Pelotas, que trabalhava em um jornal local. O próprio Aldyr escandalizou-se com o projeto (até então nenhum time usava quatro cores juntas no mesmo uniforme). Após desenhar centenas de modelos, finalmente Aldyr desenhou um modelo que, para ele, era o "menos feio"...vejam como são as coisas...não é que foi esse o modelo vencedor. Concorrendo com mais de trezentos outros projetos de todo o país. O modelo vencedor era assim: camisa amarela com colarinho e punhos verdes; calções azuis com uma faixa vertical branca; meias brancas com detalhes em verde e amarelo. Como não tinha o tom correto de azul celeste da bandeira, Aldyr usou o que tinha-azul-cobalto-que foi fielmente reproduzido e continua no uniforme até hoje. O Brasil estreou o novo uniforme no Maracanã, no dia 14 de Março de 1954, numa vitória sobre de 1x0 sobre o Chile.




1958 - Cor da sorte

Na Copa da Suécia, o Brasil só levou a camisa amarela. Na final contra os suecos, também de amarelo, a seleção teve de procurar outra cor. Não tendo preparado um uniforme reserva, o Brasil recortou os escudos de suas camisas amarelas e os custurou sobre um jogo de camisas azuis compradas de última hora em uma feira livre de Estocolmo. O primeiro título mundial conquistado a consolidou como a número 2. (A justificativa para a azul: a cor era a mesma do manto de Nossa Senhora).


1978 - Com listras

O Brasil assina um contrato com a Adidas para o fornecimento de material esportivo. O uniforme continua com suas cores, mas as mangas ganham três listras verdes. Na Copa somos os “campeões morais” – apesar de invictos, ficamos em terceiro lugar.

Camisa do tricampeonato mundial de futebol em 1970


Uniforme de 1978


1980 - Ramo de café

A sigla CBD é substituída pela sigla CBF (Confederação Brasileira de Futebol). A nova entidade passa a gerir apenas o futebol. A Topper passa a produzir os uniformes e pela primeira vez aparece estampada uma logomarca de um patrocinador, o Instituto Brasileiro do Café (IBC).



Camisa do "quase-título" de 1982


1994 - Marca-d’água

Mais uma troca de fornecedor. Agora é a vez da inglesa Umbro. A nova camisa deu sorte. Logo na primeira Copa, o Brasil, de Romário, sagrou-se campeão. A camisa da Copa de 94, nos Estados Unidos, trazia uma marca-d’água na frente com o escudo da CBF.

Camisa da Copa de 1990


Camisa do Tetracampeonato em 94


2006 - Amarela básica

A gigante Nike – que assinara com a CBF em 1996 – faz uma camisa com grafismos no ano do penta, 2002. Em fevereiro de 2006, sai a da Copa da Alemanha: uma amarelinha mais básica. Em abril, o contrato foi renovado até 2018, a 12 milhões de dólares por ano.


Camisa da Tetracampeonato de 1998


Camisa do Penta em 2002




Copa de 2006




Copa de 2010




Camisa de 2011


Só eu que achei essa camisa nova HORRÍVEL?? O que o designer que desenhou ela estava pensando? Será que ele realmente achou que ficaria legal essa faixa no meio do peito??
Essa é a pior pra mim... Tirando ela, gosto de todas. Apesar de preferir a amarela, também gosto de azul, quando jogamos com ela geralmente nos damos bem.
Queria que voltássemos a usar modelos mais antigos, acho que ficaria bem legal.
E você, o que achou? Qual é a sua preferida?

Saudações corinthianas!
Beiijoss ;*

PS: Que vergonha o jogo contra a França hein?! 20 anos sem ganhar dela! Feio demais!